Rio de Janeiro, 13 de Maio de 2026

Londres teme novos ataques terroristas

Terça, 16 de Agosto de 2005 às 07:02, por: CdB

As autoridades britânicas temem novos atentados na capital e suspeitam de que os grupos responsáveis pelos dois ataques de julho tinham ligação, embora ainda não definida, disse na terça-feira o ministro do Interior.

- Acho que seria muito surpreendente se eles não estivessem ligados de alguma forma - disse o secretário do Interior, Charles Clarke, à rádio BBC, ressalvando que tal ligação ainda não foi formalmente estabelecida.

- Até que ponto eles tinham apoio no treinamento, na indução, até mesmo na definição de tarefas a partir de fora do grupo é algo que está sendo investigado de forma ampla e total - ressaltou. 

Mas uma fonte de segurança disse que os investigadores não encontraram vinculações claras ou evidências forenses ligando os dois ataques.

Da mesma forma, não surgiram por enquanto pistas que corroborem as especulações iniciais de que a Al Qaeda teria sido responsável pelo planejamento dos ataques - aparentemente, não havia "um chefão em cima de uma árvore", nas palavras dessa fonte.

Para especialistas, isso indica que os militantes formavam unidades auto-suficientes, com pouco apoio do exterior. De forma análoga, outras células podem estar escondidas na Grã-Bretanha tramando novos ataques.

Clarke e o chefe da polícia londrina, Ian Blair, já disseram temer novos ataques, mas informaram que não há ameaças específicas.

- Embora tenhamos tido enorme sucesso com nossos inquéritos, permanece o fato de que não sabemos a total extensão da rede que se envolveu nisso e, portanto, temos de nos planejar de acordo com isso - afirmou Clarke.

Ele também defendeu os planos do governo para deportar clérigos radicais muçulmanos influentes, como parte das medidas antiterror definidas após os ataques de julho.

Nesta terça-feira, várias entidades muçulmano-britânicas compararam a deportação dos religiosos a uma "reação por reflexo" que irá provocar preconceito contra as comunidades islâmicas.

- Tememos que os fatos recentes estejam sendo explorados por alguns setores da sociedade para demonizar valores e crenças islâmicos legítimos - disse nota assinada por cerca de 30 grupos.

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