Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Londres pretende reforçar leis antiterroristas

Segunda, 02 de Fevereiro de 2004 às 03:05, por: CdB

O Governo de Londres quer tornar as leis antiterroristas mais rígidas, para condenar pessoas que sejam 'prováveis culpadas deste crime' e evitar, assim, eventuais ataques suicidas, anunciou esta segunda-feira o ministro do Interior, David Blunkett.

O objetivo é, segundo o ministro, fundir a lei antiterrorista de 2000 e a muito polêmica de 2001, adotada depois dos atentados de 11 de setembro nos Estados Unidos, que permite a prisão preventiva e por tempo indeterminado de estrangeiros suspeitos de atividades terroristas.

Com isso, os suspeitos poderão ser presos com base na classificação 'prováveis culpados' ao invés de 'muito provavelmente culpados', como reza a lei atual, de acordo com o ministro.

O Governo trabalhista pretende aplicar estas novas regras 'antes das próximas eleições legislativas', que devem ser realizadas até 2006, afirmou Blunkett em entrevista à agência britânica Associated Press durante sua visita à Índia e ao Paquistão.

- Acredito que devemos debater a maneira como podemos fundir a lei antiterrorista de 2000 e a de 2001 - declarou Blunkett.

Blunkett mostrou-se favorável também ao processo, em parte, secreto de terroristas suspeitos em que determinados elementos não se reportem à Defesa para proteger as fontes dos serviços secretos britânicos.

O ministro defende ainda a criação de um grupo de juízes antiterroristas que sejam os únicos habilitados a analisar informações consideradas sensíveis para a defesa nacional, informações estas que não deverão ser publicadas.

Estas regras podem relançar a polêmica sobre a lei antiterrorista de 2001, reprovada pelas organizações de defesa dos direitos humanos.

Cerca de 660 prisioneiros, a maioria detida durante a guerra no Afeganistão após o 11 de Setembro nos EUA, estão detidos sem terem sido julgados na base americana de Guantánamo (Cuba).

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