Rio de Janeiro, 22 de Agosto de 2026

Localização de novas usinas nucleares depende de revisão do plano de energia, diz assessor da Eletronuclear

Quarta, 27 de Abril de 2011 às 15:11, por: CdB

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – A construção de novas usinas nucleares e a definição da localização dessas unidades será definida somente no novo Plano Nacional de Energia, editado em 2007 pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) com horizonte para 2030 e cuja revisão, já em curso, trará o planejamento para até 2035.

Segundo o assessor da presidência da Eletronuclear, Leonam dos Santos Guimarães, o eixo de prioridades estabelecido inicialmente para o Nordeste poderá sofrer alteração. “O Plano Nacional [de Energia] 2030 falava no Nordeste. Acontece que ele é de 2007. De 2007 para cá, o setor elétrico mudou muito. Houve muitos leilões. O Plano [Nacional de Energia] 2035 deve incorporar essa realidade e nos indicará qual é a região para a gente poder pegar as áreas candidatas e aprofundar os estudos”, explicou.

A Eletronuclear, de acordo com Guimarães, já procedeu à identificação de áreas candidatas no país para construção de usinas nucleares. São ao todo 40 sítios mapeados que apresentam características favoráveis para a construção de novas centrais nucleares. Conforme os primeiros estudos da Eletronuclear, quatro estados não poderiam abrigar usinas nucleares: Acre, Rio Grande do Norte, Mato Grosso do Sul e Paraíba.

Guimarães, que participou hoje (27) de seminário no Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef), disse ainda que a geração elétrica nuclear no Brasil pode vir a contar com parcerias privadas. A lei brasileira proíbe a operação direta de usinas nucleares pela iniciativa privada. Mas uma participação minoritária, na avaliação do assessor da Eletronuclear, seria interessante.

Ele acredita que a parceria com o setor privado na área nuclear poderia trazer vantagens em termos de agregação de conhecimento e investimentos. “Amplia a capacidade de montar uma operação financeira para financiar a expansão [com a participação de parceiros]”. Guimarães lembrou ainda que companhias internacionais com experiência na construção e operação de usinas nucleares já atuam no setor elétrico, no Brasil. “Elas poderiam agregar, sob o ponto de vista tecnológico e de gestão específica”, avaliou.

Edição: Lana Cristina
 

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