A indicação do senador Edison Lobão (MA) para o Ministério das Minas e Energia é aguardada por todos os círculos políticos de Brasília, principalmente dentro do PMDB, para as próximas horas. Esta foi a forma encontrada pelo Planalto, que negocia outros cargos na máquina pública, como forma de garantir o apoio político do Senado às recentes medidas econômicas adotadas para surprir o déficit orçamentário, causado pelo fim da Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF). Segundo observadores da cena política, o PMDB receberá do presidente Luiz Inácio Lula da Silva cerca de 15 cargos importantes e ainda vagos na administração. Além da pasta de Minas e Energia, o PMDB também poderá ocupar a diretoria Internacional da Petrobrás. O posto foi oferecido a Jorge Luiz Zelada, segundo informação vazada para setores da imprensa.
Nesta quinta-feira à noite, reunido com a cúpula do PMDB, Lula pretende consolidar as negociações para os cargos públicos e, desta forma, garantir o aval peemedebista ao pacote tributário e ao corte de gastos previsto para os próximos meses. O PMDB já manifestou, mais cedo, a disposição de oficializar o nome de Lobão (MA) para o Ministério de Minas e Energia, embora setores do governo preferissem um nome técnico na condução do setor. Pesam, ainda, sobre Lobão, suspeitas quanto ao seu passado político e de seu suplente, Edison Lobão Filho.
Em um discurso preventivo, Lobão afirmou a repórteres, no início da tarde, que está à vontade para assumir a pasta e o fato de não ser um quadro técnico na área de energia, dispõe de "assessores abalizados" para ajudar na condução dos assuntos relativos ao setor.