Rio de Janeiro, 29 de Setembro de 2026

Lobão ressalta aspecto negativo da CPI da Petrobras no exterior

Terça, 02 de Junho de 2009 às 08:51, por: CdB

No dia previsto para a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras no Senado, o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, participou de comissão geral na Câmara para discutir a exploração da camada pré-sal. Segundo afirmou, na manhã desta terça-feira, a CPI não irá paralisar as atividades da empresa, mas poderá repercutir de maneira negativa quanto aos investimentos internacionais.

– Paralisar 100% não paralisa, mas cria dificuldades. A direção da empresa ocupará boa parte de seu tempo para responder aos questionamentos", disse. "A simples expressão CPI no exterior tem grande  impacto. Os grandes financistas ficam, pelo menos, de cabelos em pé – completou.

O ministro disse que tem conversado com líderes partidários sobre a criação da CPI. Para ele, as conversas com parlamentares sobre questões dos ministérios são “da natureza da vida pública e do regime democrático”.

– O único receio é a prevalência de algumas dificuldades de natureza gerencial para a empresa – disse.

Edison Lobão afirmou também que não vê nenhum problema em indicações políticas para a ocupação de cargos em empresas como a Petrobras.

– Não acho que a Petrobras possa ser politizada. Alguns cargos dependem de indicação, o que não é nenhum pecado – disse.

Sem café, sem nomes

A assessoria do vice-líder do governo, Gim Argello (PTB-DF), informou nas primeiras horas da manhã que o café a ser realizado em sua residência com parlamentares da base governista foi cancelado. O objetivo seria tentar definir os cargos para presidente e relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras.

A líder do governo no Congresso, senadora Ideli Salvatti (PT-SC), afirmou que tratará do assunto agora de manhã com os senadores do bloco de apoio. Ela disse que conversou ontem (1º) à noite com o líder Aloizio Mercadante (PT-SP), e que até o momento não há qualquer nome definido para o cargo de presidente, que seria ocupado por um parlamentar do bloco. A relatoria deve ficar com o PMDB, maior partido da base aliada.

No bloco, os nomes mais cotados são o da própria Ideli Salvatti e do senador João Pedro (PT-AM).

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