O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão e o presidente Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disseram nesta quinta-feira, na sede da empresa, no Rio de Janeiro, que não há como precisar a real potencialidade do bloco conhecido como Carioca, na parte fluminense da bacia de Santos.
Gabrielli disse que há sondas trabalhando no local para avaliar o potencial do bloco.
— Nós entendemos que haja grande expectativa de todos quanto à descoberta na camada pré-sal. Mas a posição da empresa é clara: não temos, no momento, condições de precisar a quantidade de óleo existente na área —, disse.
Lobão, por sua vez, também preferiu cautela quanto ao assunto.
— Na medida que perfuramos, vamos tendo uma idéia mais nítida sobre o bloco, mas não a ponto de transmitir informações mais definidas. Não se pode adiantar informações ao mercado, sem saber ao certo o tamanho da reserva. Até porque o presidente e o diretor-financeiro da Petrobras responderiam criminalmente por esta divulgação, caso não se confirmasse —, disse.
Ambos, no entanto, não quiseram tecer comentários sobre as declarações do diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Haroldo Lima, que na segunda-feira anunciou, “oficiosamente”, que o novo bloco era o terceiro maior do mundo e a maior descoberta dos últimos 30 anos, com reservas em potencial de 33 bilhões de barris de óleo recuperável.
Lobão e Gabrielli mantêm prudência em relação ao bloco Carioca
Quinta, 17 de Abril de 2008 às 19:13, por: CdB