Rio de Janeiro, 08 de Agosto de 2026

Lobão descarta falta de investimento no setor elétrico

Segunda, 28 de Fevereiro de 2011 às 14:35, por: CdB

Ao rebater as críticas ao setor elétrico nacional em função dos últimos episódios de queda no fornecimento de energia elétrica, como a que ocorreu na Região Nordeste no começo deste mês, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse nesta terça-feira que o setor é motivo de orgulho para todos os brasileiros. Durante a solenidade de transmissão de cargo do novo presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto, Lobão afirmou que o setor elétrico “é robusto, é moderno, é confiável. Mas não é infalível”. O ministro assegurou que “nunca se investiu no setor elétrico no país como agora”. Nos próximos dez anos, serão investidos R$ 388 bilhões, afirmou. Lembrou que nos oito anos do governo Luiz Inácio Lula da Silva, foram investidos R$ 41 bilhões em geração de energia, o que significa 38% de tudo que existe hoje no Brasil. Ele admitiu que a área de transmissão ainda é fraca. – Não tem havido investimentos – afirmou. Informou que o país possui 100 mil quilômetros de linhas de transmissão, dos quais 24 mil quilômetros foram feitos nos últimos oito anos. – Isso equivale a 32% de tudo que existe. Como é que podem dizer que não houve investimentos? Para dizer o mínimo, isso é querer tapar o sol com peneira – completou. Segundo o ministro, essas obras custaram ao governo R$ 20 bilhões. Edison Lobão defendeu ainda a construção de usinas nucleares no país. – Não constituem risco nenhum – garantiu. Lembrou que o governo pretende construir mais quatro usinas nucleares no curto prazo, sendo duas no Nordeste e duas no Sudeste. – Estamos na fase de localização dos sítios – adiantou. O ministro de Minas e Energia também falou sobre a questão da proteção ambiental nos projetos do setor elétrico. – É dever de cada brasileiro, de cada ser humano. Mas não podemos conduzir isso nos limites do absurdo – acrescentou. Ele citou o novo modelo de hidrelétricas desenvolvido no país, conhecido como o das hidrelétricas plataforma, que prevê o reflorestamento de toda a área desmatada no entorno das usinas e a manutenção de um núcleo mínimo de funcionários pelo sistema de revezamento por turnos, como ocorre nas plataformas de petróleo. Lobão disse estar convencido de que o governo trilha o caminho certo para tornar o Brasil uma das economias mais desenvolvidas do mundo. Destacou, porém, que passar da oitava posição para a quinta colocação do ranking econômico mundial “seria uma quimera se não houvesse fornecimento de energia elétrica”.

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