Rio de Janeiro, 01 de Novembro de 2026

Lobão aponta defasagem no preço da gasolina. Mantega desconversa

Ao comentar a reunião da qual participou na véspera, à noite, no Palácio do Planalto para tratar do preço dos combustíveis, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse que ainda não há nada definido sobre o assunto, embora haja uma defasagem no preço do petróleo. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, sequer fala sobre o assunto. (Leia Mais)

Quarta, 30 de Abril de 2008 às 07:34, por: CdB

Ao comentar a reunião da qual participou na véspera, à noite, no Palácio do Planalto para tratar do preço dos combustíveis, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse que ainda não há nada definido sobre o assunto.

- Não se conseguiu tratar de reajuste, sequer de percentual para esse reajuste - disse Lobão, na manhã desta quarta-feira.

O ministro lembrou que o reajuste é um assunto que está sendo estudo pela Petrobras, já que o barril de petróleo no mercado internacional mais do que duplicou, enquanto o preço dos combustíveis tem sido mantido há quase três anos, “exatamente por se tratar de uma empresa de boa saúde financeira”

- Mas os preços dobraram em dois anos no mercado internacional e os custos da Petrobras se elevaram na mesma proporção e é isso que alega a empresa - explicou.

Segundo Lobão não há previsão de novo encontro para debater o assunto.Ele fez as declarações ao chegar para reunião no Itamaraty, com os ministros das Relações Exteriores, Celso Amorim, e da Fazenda, Guido Mantega, sobre o acompanhamento de compromissos para integração sul-americana.

- Quem falou em reajuste? É com a Petrobras. Converse com a Petrobras - desconversou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao ser questionado se o reajuste da gasolina não terá impacto na inflação.

Lobão e Mantega participaram da reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli.

Questão técnica

O reajuste dos combustíveis não é uma questão de princípios do governo. A possibilidade de reajustar ou não é uma questão técnica. Se houver informações que embasem uma decisão como essa , isso vai ser feito.

A afirmação foi feita pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, ao comentar a reunião ocorrida, na véspera, no Palácio do Planalto

- A Petrobras mostrou comparativos de custos nacionais e internacionais, mas o presidente pediu mais alguns detalhes para marcar uma nova reunião que deve ter a data definida hoje.

Segundo o ministro a idéia é de que a decisão não seja postergada:

- Se para um lado ou para outro, tem que se tomar a decisão. A delicadeza da decisão é que, primeiro, o governo não tem nada a opor ao reajuste. A outra questão é que é importante que tenhamos as informações sobre as conseqüências disso.

Paulo Bernardo fez as declarações ao chegar para reunião no Itamaraty, com os ministros das Relações Exteriores, Celso Amorim, da Fazenda, Guido Mantega, do Planejamento, Paulo Bernardo, além de Armando Meziat, representando do ministro do desenvolvimento, Miguel Jorge, e do secretário da Receita Federal, Jorge Hachid, sobre o acompanhamento de compromissos para a integração sul-americana.

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