O Fantasma da Ópera transformou-se, nesta segunda-feira, no show da Broadway de maior sucesso da história ao completar sua apresentação de número 7.486, em uma noite de gala que contou com a presença do compositor Andrew Lloyd Webber e com o fantasma original, Michael Crawford. O compositor britânico, que viu sua criação bater um recorde antes pertencente a outra de suas peças, Cats, disse ter ficado "totalmente emocionado" com a longa ovação que se seguiu ao final da peça.
Segundo o compositor de 57 anos, a peça, que estreou 18 anos atrás, nunca deixou de agradá-lo.O diretor da montagem atual, Harold Prince, e seu produtor, Cameron Mackintosh, subiram ao palco junto com dezenas de atores das quase duas décadas de encenação da peça na Broadway. Depois da apresentação, houve um baile no hotel Waldord-Astoria. Apesar do sucesso do Fantasma e de Cats, Lloyd Webber insiste que não possui uma fórmula para isso.
- Se eu conhecesse (essa fórmula), eu escreveria outra peça - afirmou o compositor.
O britânico, que também criou outros musicais de sucesso como Jesus Christ Superstar, Evita e Sunset Boulevard, disse que uma das teorias sobre a magia do Fantasma tinha saído de um grupo de modelos que encontrou em um jantar de caridade organizado pelo cantor Elton John.
- Quando o Fantasma era novo ainda e tinha acabado de estrear na Broadway, eu estava em uma mesa de jantar com meia dúzia das modelos mais famosas do mundo.Elas estavam me perguntando sobre o Fantasma e surgiu a questão sobre o porquê de ele funcionar. Uma delas disse: Você pode achar que está sentado com algumas das seis mulheres mais bonitas do mundo, mas todas nós temos alguma coisa que gostaríamos de mudar. Elas começaram a falar sobre o que gostariam de mudar. Eu passei para uma outra mesa. Mas alguma coisa naquilo tudo me chamou a atenção. O porquê de nos identificarmos com o Fantasma, especialmente as mulheres - disse Lloyd Webber sobre a peça, cujo personagem central usa uma máscara para esconder um rosto desfigurado.