Dois lançamentos recentes - e excelentes - da editora Madras colocam uma interrogação no modo de vida que exaltamos há muito. Mesmo ficção, as obras suscitam curiosidade e reflexão. Matrix e a Linhagem do Santo Graal são bons motivos para uma leitura daqueles que gostam de se aventurar no mistério do mundo.
No primeiro, Matrix - Bem-vindo ao Deserto do Real (William Irvin, 296 pág.), acadêmicos experientes desvendam a Matriz - baseados no filme de sucesso estrondoso mundo afora. Eles decodificam os elementos formadores do longa-metragem, a matéria-base a partir da qual o filme foi concebido, partindo de uma série de associações imersas nesse intrincado trabalho de arte.
Os autores dos textos recorrem a Sócrates, Platão, Aristóteles, São Tomás de Aquino, Descartes, Kant, Nietzsche, Sartre, Sellars, entre outros filósofos para abordar questões como: O que posso saber? O que devo saber? O que é real? O que é a mente? O que é liberdade, e como a obtemos? A Inteligência Artificial é possível? No fundo, há uma verdade: a filosofia rege a vida, virtual ou não.
Em A Linhagem do Santo Graal (Laurence Gardner), uma alfinetada à tese da igreja numa obra de um especialista, baseada em estudos - ao contrário da ficção O Código Da Vinci. O autor Laurence Gardner, genealogista conhecido internacionalmente, discorre sobre os mistérios da origem histórica e do ambiente de Jesus, para que sejam compreendidos os fatos de seu possível casamento com Maria Madalena e sua paternidade. Esse relato extraordinário da linhagem messiânica é baseado em arquivos suprimidos e da realeza.
A Linhagem do Santo Graal não se restringe, porém, a genealogias e histórias de intriga política; suas páginas contêm a chave do Código do Graal essencial: a chave não somente de um mistério histórico, mas também de um modo de vida. Explica como o reino patriarcal do povo foi suplantado pela tirania dogmática e pelo domínio ditatorial da terra. É uma jornada de descobrimento através de eras passadas, com os olhos voltados para o futuro.