Rio de Janeiro, 19 de Setembro de 2026

Livro revela bastidores escandalosos da ONU

Quinta, 03 de Junho de 2004 às 05:58, por: CdB

Um livro detalhando os bastidores de missões de paz da ONU promete surpreender os leitores e causar um escândalo na organização, não por revelar detalhes de guerras sangrentas ou negociações diplomáticas quase impossíveis: suas páginas são cheias de relatos de festas loucas, bebedeiras intermináveis e escândalos sexuais pelo mundo.

Três funcionários internacionais da organização que trabalham em missões de paz são os autores de "Sexo emergencial e outras medidas desesperadas: uma história verdadeira do inferno na terra". O secretariado da ONU, diz a correspondente da emissora americana CNN na organização, tentou barrar o livro, em vão.

No livro, os funcionários que serviram em países como Camboja, Somália e Ruanda por quase uma década falam de sexo alimentado por medo ou tédio, o que os autores chamam de sexo de emergência. O porta-voz do secretário-geral da ONU, Kofi Annan, o sisudo Fred Eckhard, tentou minimizar as revelações. " Francamente, achamos que foi um relato seletivo e sensacionalista de missões de paz.

Mas a ex-porta-voz da organização Susan Manuel afirmou que "as pessoas se divertem. Sua libido pode ficar alta. Eu pessoalmente nunca foi a uma orgia e nunca ouvi sobre uma orgia, mas se não tivesse isso não venderiam livros. Sabemos que compaixão não vende livros.

De acordo com a CNN, entre as revelações mais contundentes do livro está a de que alguns oficiais da ONU exigiram que trabalhadores locais da organização entregassem 15% de seus salários. Outra é que a Bulgária libertou presos para servirem como soldados de paz no Camboja.

Um dos autores do livro descreve os búlgaros como "batalhão de lunáticos criminosos. São bêbados como marinheiros, estupram cambojanas vulneráveis e batem seus Land Cruisers da ONU com freqüência memorável". O governo búlgaro disse que as acusações são "revoltantes".

Dois dos três autores ainda trabalham na ONU. Funcionários de alto escalão revisaram o manuscrito do livro, mas não deram permissão para publicação, como os autores pediram. Os autores seguiram em frente e podem sofrer medidas disciplinares, além de não derem ser demitidos. Contudo, dificilmente serão promovidos em suas carreiras.

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