Lúcia Pimentel Góes, autora de Vamos Brincar com as Palavras?, incita o ensino brasileiro com um assunto que vem sendo discutido desde a década de 1990.
Há mais de três décadas, a integração e a normalização surgiram para superar as práticas separatistas.
A poprosta da literária é permitir que o deficiente participe de atividades sociais e educacionais interagindo com a comunidade.
O deficiente auditivo, cuja única limitação está na percepção dos sons, pode comunicar-se por meio da linguagem de sinais.
Os lingüistas já identificaram mais de 100 diferentes tipos de linguagens de sinais, do sistema Adamorobe, em Gana, e do dialeto argelino ao que se sinalizam na Croácia e na Venezuela, todas elas distintas entre si e todas exibindo os mesmos tipos de características que as definem como linguagens bem constituídas.
Assim, como as línguas faladas, as linguagens de sinais são um conjunto de símbolos que crianças e adultos podem aprender a reutilizar e a combinar sem limites, interagindo com a sociedade.
Na perspectiva de trabalhar pela inclusão, a Livraria Casa de Livros e a Editora Larousse do Brasil vão promover no próximo sábado, dia 27, em São Paulo, atividades sócio-educacionais.
Essas ações permitirão agrupar crianças surdas, da segunda e terceira séries da Escola Municipal de Educação Especial, Anne Sullivan, da zona sul da capital paulista, para participarem da Hora do Conto.
O evento, que será realizado na sede da livraria, marca a primeira participação de crianças com necessidades especiais de aprendizagem numa atividade dessa natureza, que envolve leituras de história, brincadeiras folclóricas e um projeto visual.
O evento vai contar com tradução simultânea e será prestigiado pela escritora da obra, Lúcia Pimentel Góes.
No final, haverá coquetel preparado especialmente para as crianças e seus responsáveis. Os alunos também participarão do Projeto Vitrine, da Casa de Livros.
Baseado no tema escolhido pelos educadores, a livraria terá suas vitrines ornamentadas por atividades artísticas realizadas pelos alunos.
O Projeto Vitrine, idealizado e desenvolvido pela Casa de Livros desde 1999, tem por objetivo fazer com que crianças e adolescentes participem efetivamente da execução e montagem de um projeto artístico.
A experiência vivenciada pelos alunos nesses encontros tem o objetivo de depurar os sentidos e ampliar a percepção, informando-os por meio do lúdico e da fantasia.
- Reconstruímos um universo de re-significações dos temas lidos por meio da música, das artes, do teatro e de todas as formas de expressão - destacou Denize Carvalho, sócia-proprietária da livraria.
A vitrine produzida pelos alunos do colégio foi montada na segunda-feira e permanecerá exposta durante toda a semana.