Rio de Janeiro, 22 de Outubro de 2026

Livre de algemas, Beira-Mar é julgado no Rio

Sexta, 15 de Agosto de 2008 às 10:14, por: CdB

O traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, está sendo julgado nesta sexta-feira no 4º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, pela juíza Maria Angélica Guerra Guedes, por associação ao tráfico. No início da audiência, a juíza aceitou o pedido do advogado de Beira-Mar, Francisco Santanna, para que seu cliente não usasse algemas.

Antes do início do julgamento, Francisco Santanna afirmou que iria fazer o pedido à juíza, alegando que o traficante tem os mesmos direitos do ex-banqueiro Salvatore Cacciola.

– A única diferença é que ele nasceu em berço de ouro, mora em mansão e é rico. Fernandinho Beira-Mar é negro, nasceu na favela e mora na cadeia. Mas o direito é o mesmo – defendeu.

Fernandinho Beira-Mar chegou algemado ao Tribunal de Justiça, no Centro do Rio, por volta das 7h da manhã. Cerca de 15 policiais federais fazem a segurança no andar do edifício onde ocorre o julgamento. Ele chegou ontem ao Rio de Janeiro, vindo do Presídio Federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul e ficou na sede da Polícia Federal, no Centro do Rio.

Fernandinho Beira Mar foi denunciado pelo Ministério Público em 2000, com outros oito réus. Um deles, Charles Silva Batista, o Charles Lixão, foi denunciado por tentativa de homicídio. Ele é acusado de ser o mandante dos disparos contra policias em 24 de maio de 1996 em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Beira-Mar faz parte da denúncia, segundo o Tribunal de Justiça, por participar da mesma organização criminosa de Charles do Lixão. Em depoimento, Fernandinho Beira-Mar disse que estava em Belo Horizonte fazendo um curso pré-vestibular em 24 de maio de 1996 e por tanto não poderia ter participado do crime em questão.

O promotor do caso, no entanto, explicou aos sete jurados que o crime por associação ao tráfico é um crime permanente, e não apenas um ato momentâneo e definido no tempo, como um homicídio.

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