Rio de Janeiro, 07 de Outubro de 2026

Livni e Netanyahu podem tentar formar coalizão

Os dois maiores vencedores da eleição parlamentar de terça-feira em Israel pode tentar formar um governo de unidade nacional, disseram políticos nesta sexta-feira, depois do inconclusivo resultado das urnas.(Leia Mais)

Sexta, 13 de Fevereiro de 2009 às 10:34, por: CdB

Os dois maiores vencedores da eleição parlamentar de terça-feira em Israel pode tentar formar um governo de unidade nacional, disseram políticos nesta sexta-feira, depois do inconclusivo resultado das urnas.

A chanceler centrista Tzipi Livni teve uma apertada vitória, mas seu rival direitista Benjamin Netanyahu parece ter mais condições políticas de formar um governo. Uma divisão de poder entre eles resolveria o impasse político, mas possivelmente iria prejudicar os esforços dos EUA para mediar um processo de paz entre israelenses e palestinos.

Os resultados finais divulgados na quinta-feira, já incluindo os votos de militares e presidiários, não afetou o cômputo inicial, que dava 28 cadeiras parlamentares para o partido Kadima, de Livni, e 27 para o Likud, de Netanyahu.

As demais 65 vagas serão distribuídas entre dez partidos, inclusive o Trabalhista, que já foi o maior do país, mas neste ano elegeu apenas 13 deputados, o pior resultado da sua história.
Tanto Livni quanto Netanyahu esperam ser convidados pelo presidente Shimon Peres para tentar formar o governo. Peres deve consultar líderes políticos na semana que vem, e terá uma semana para indicar um primeiro-ministro a partir da publicação dos resultados eleitorais no diário oficial, na segunda-feira.

Em 60 anos de história, não há precedente de que o líder do partido vencedor da eleição não seja convocado para tentar formar um gabinete. Porém, uma guinada geral do Parlamento à direita significa que Netanyahu teria hoje mais condições políticas de negociar.

Na noite da eleição, Livni convidou Netanyahu a participar de um governo de unidade nacional, sob o comando dela. A ministra já havia feito tal proposta no ano passado, quando teve a chance de substituir o primeiro-ministro Ehud Olmert. No entanto, ela não conseguiu montar o gabinete, preferindo a convocação de eleições antecipadas.

O influente jornal Maariv disse haver negociações nos bastidores para que o Kadima, o Likud e os Trabalhistas formem uma coalizão, que somaria 68 dos 120 deputados. Um possível resultado disso seria que esses três grandes partidos laicos poderiam promover uma reforma eleitoral que restringisse a participação política de pequenos partidos religiosos ou radicais.
O partido de Livni não comentou as especulações do Maariv, e Yisrael Katz, do Likud, a rejeitou. Katz, no entanto, admitiu à Rádio Israel que o Likud gostaria de ter a participação do Kadima em um gabinete sob a liderança de Netanyahu.

– Factualmente a situação é claríssima, só Netanyahu pode montar uma coalizão majoritária –disse Katz.

O atual vice-premiê Hain Ramon disse que à Rádio do Exército que o Kadima "não vai aderir a qualquer governo extremista de direita". Na opinião dele, qualquer coalizão deverá ser formada sob o comando de Livni, já que o partido dela elegeu a maior bancada.

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