Rio de Janeiro, 22 de Setembro de 2026

LinkedIn vê forte crescimento no Brasil

O LinkedIn poderá dobrar sua base de 13 milhões de usuários no Brasil nos próximos dois anos, disse um executivo da empresa norte-americana que vê oportunidades em um país fascinado pelas redes sociais e com o mercado de trabalho aquecido.

Segunda, 26 de Agosto de 2013 às 08:13, por: CdB
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O LinkedIn poderá dobrar sua base de 13 milhões de usuários no Brasil nos próximos dois anos
O LinkedIn poderá dobrar sua base de 13 milhões de usuários no Brasil nos próximos dois anos, disse um executivo da empresa norte-americana que vê oportunidades em um país fascinado pelas redes sociais e com o mercado de trabalho aquecido. A empresa é o último peso pesado do ramo a abrir um escritório em São Paulo, o centro financeiro do país de 194 milhões de habitantes que abraçou com entusiasmo redes sociais como Facebook e o twitter. - Somos a terceira maior base de usuários depois dos EUA e a Índia, com mais de 13 milhões de usuários - disse Osvaldo Barbosa de Oliveira, gerente da LinkedIn no Brasil. "Se mantivermos esse ritmo, talvez dupliquemos (os usuários) em poucos anos". - Nossa perspectiva é ter uma penetração cada vez maior no mercado de profissionais e de estudantes que ingressam no mercado - disse em recente entrevista à agência inglesa de notícias Reuters. Com 238 milhões de usuários em todo o mundo, o LinkedIn relatou um aumento de 59 %  em sua receita no segundo trimestre devido à venda de programas de contratação de profissionais e em anúncios publicitários. Apesar da recente desaceleração da economia, o Brasil manteve o desemprego em níveis históricos e as empresas queixam-se da dificuldade em achar mão-de-obra qualificada. - O potencial é muito grande - disse Oliveira. "O Brasil sem dúvida é um pais prioritário". Oriunda de Mountain View, a companhia que começou como uma rede de conexões entre profissionais agora busca transformar-se em uma plataforma de serviços e conteúdo especializado mais ampla. Como ocorre em outras redes sociais, quando mais usuários tiver e quanto mais conhecimento sobre suas preferências, maior é o ganho com venda de publicidade. No Brasil, o LinkedIn almeja os consumidores de maior renda. Um estudo divulgado nessa semana sugere que 99 % deles utilizam as redes sociais. - Nos EUA é cerca de 87% - disse Jennifer Graze, chefe global de serviços financeiros do LinkedIn. America Latina, forte crescimento A América Latina, um mercado pouco saturado, onde milhões de recém chegados à classe média estão descubrindo a internet a partir de seus celulares, aparece com cada vez mais força no radar da empresa. O linkedIn tem 5 milhões de usuários no México, 3 milhões na Argentina e outros 12 milhões no resto do continente. Chile e Colômbia são vistos pela empresa como mercados atraentes. - América Latina é um mercado de rápido crescimento para nós - explica Grazel. "Vemos um crescimento anual entre 50%  e 60% (em usuários)". A receita do LinkedIn nas "outras Américas", que envolve a América Latina e o Canadá, subiu 78,5%, para US$ 26,8 milhões no segundo trimestre comparado ao mesmo período de 2012. Oliveira, gerente do LinkedIn no Brasil, recusou dizer a porcentagem correspondente à América Latina.
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