A manutenção e a modernização de quatro trechos da linha ferroviária que se estende do município de Santa Fé do Sul a Campinas, os dois no Estado de São Paulo, podem aumentar em 20% a quantidade de trens de carga que a linha suporta. Esse levantamento foi feito em um modelo computacional desenvolvido por pesquisa da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP, de autoria do pesquisador Cassiano Augusto Isler. Entre os trechos, o que tem problemas de infraestrutura mais críticos se situa entre as estações Viracopos e Boa Vista Velha, próximas à cidade de Campinas. Contando também outros três trechos críticos (de Graúna à Itirapina, de Itirapina à Visconde do Rio Claro, e de Itaici à Viracopos) a capacidade atual de nove trens que circulam na linha pode crescer para onze com os devidos investimentos. Porém, a situação atual das linhas está precária. O estudo aponta problemas como desgastes nos trilhos, nos dormentes (estrutura normalmente de madeira que suporta os trilhos), nas pontes e nos viadutos. Segundo o pesquisador, o serviço de transporte é incompatível com o estado das malhas ferroviárias. Enquanto o transporte de carga tem aumentado, as linhas continuam sem investimento. – Vai chegar um momento em que o sistema ficará sobrecarregado e atingirá sua capacidade máxima –, destaca Isler. O pesquisador explica que essa situação vem desde a década de 1990, quando houve a privatização das redes ferroviárias pelo governo federal. A privatização, contudo, não foi completa; somente a prestação de serviços passou aos cuidados de empresas privadas, enquanto que a infraestrutura continuou sob responsabilidade do governo, que deixou de investir na manutenção e modernização. – O contrato da época não exige que as empresas invistam nas linhas ferroviárias. Em 15 anos, não houve melhorias expressivas na malha –, comenta. Isler observa também que a construção de novas linhas integradas àquelas velhas trará um problema de incompatibilidade: – Por exemplo, o governo está construindo um novo trecho que liga o Estado de São Paulo à região Norte do País. O problema é que a malha, que tem como destino final o porto de Santos, não poderá suportar mais trens enquanto não houver investimento nas linhas antigas.
Linha ferroviária de SP tem trechos críticos
A manutenção e a modernização de quatro trechos da linha ferroviária que se estende do município de Santa Fé do Sul a Campinas, os dois no Estado de São Paulo, podem aumentar em 20% a quantidade de trens de carga que a linha suporta. Entre os trechos, o que tem problemas de infraestrutura mais críticos se situa entre as estações Viracopos e Boa Vista Velha, próximas à cidade de Campinas.
Sexta, 05 de Novembro de 2010 às 09:51, por: CdB