Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Linha 4 do Metrô importa equipamentos estrangeiros para viabilizar novo traçado

Para fazer o projeto da Linha 4 sair do papel até o primeiro semestre de 2016, muita tecnologia vem sendo empregada diariamente. O Tunnel Boring Machine (TBM), conhecido como Tatuzão, foi feito sob medida na Alemanha para perfurar os cinco quilômetros do túnel que vai de Ipanema até a Gávea, sendo o maior equipamento já utilizado em obras metroviárias no país.

Terça, 11 de Março de 2014 às 08:07, por: CdB
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Equipamentos estrangeiros são utilizados pela primeira vez em obras metroviárias no país
Para fazer o projeto da Linha 4 sair do papel até o primeiro semestre de 2016, muita tecnologia vem sendo empregada diariamente. O Tunnel Boring Machine (TBM), conhecido como Tatuzão, foi feito sob medida na Alemanha para perfurar os cinco quilômetros do túnel que vai de Ipanema até a Gávea, sendo o maior equipamento já utilizado em obras metroviárias no país. O desafio era conseguir um método construtivo que causasse menores impactos na superfície e fosse capaz de trabalhar em terrenos diferentes. No caminho do Tatuzão haverá areia, rocha e argila. No método Shield não existe a necessidade de utilizar explosivos nem de abrir grandes valas na superfície para construir os túneis, diminuindo assim o impacto para a comunidade no entorno da obra. O Tatuzão, com suas 2,7 mil toneladas, 120 metros de comprimento e 11,5 metros de diâmetro, escava quatro vezes mais rápido do que os métodos usados anteriormente na construção do metrô. Além de perfurar, o TBM também reveste o túnel com anéis de concreto, as aduelas. No total, serão utilizadas 2,7 mil destas peças. - A complexidade da obra é enorme porque, além da composição do solo da Zona Sul, trata-se de uma região densamente povoada. Os métodos construtivos foram escolhidos pensando no menor impacto no entorno e no tempo de obra - disse Marcos Vidigal, diretor de contrato do Consórcio Linha 4 Sul, responsável pelas obras entre Ipanema e Gávea. Já na Barra da Tijuca, o desafio foi outro. Para construir a Estação Jardim Oceânico, às margens da Lagoa de Marapendi, foi necessário rebaixar o lençol freático, que fica a apenas dois metros de profundidade. O resultado disso é que, quando for concluída, a estação ficará totalmente submersa. Para garantir a impermeabilização do local, a estrutura de concreto foi revestida por uma manta especial, que foi usada nas fundações do Ground Zero, edifício construído no local do World Trade Center, em Nova York. A manta também resiste aos altos níveis de salinidade da região. Para os funcionários conseguirem trabalhar, 300 bombas hidráulicas funcionam dia e noite, garantindo que o canteiro não seja inundado. - A manta impermeabilizante é reconhecida internacionalmente pelos seus níveis elevados de resistência e durabilidade. O projeto da Estação Jardim Oceânico prevê a impermeabilização total da estrutura submersa. Depois que os rebaixamentos forem desligados, os lençóis freáticos subirão normalmente. No entanto, a manta impermeável vai impedir a passagem de umidade do solo para a estação - explicou Lúcio Silvestre, diretor de contrato do Consórcio Construtor Rio Barra, responsável pelas obras da Linha 4 do Metrô entre Barra e Gávea. Robô alemão ajuda na segurança Um robô alemão chamado Putzmeister tem deixado a obra mais limpa e rápida nos túneis entre a Barra e Gávea. Ele é responsável pela concretagem do trecho e sustentação, que é importante para a segurança dos túneis. O robô projeta 20 metros cúbicos por hora, o dobro do método utilizado na frente. Os braços mecânicos do equipamento, que são operados por controle remoto, seguram e direcionam a saída do concreto, além de dar sustentação ao túnel em construção.
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