Rio de Janeiro, 20 de Março de 2026

Linguagem de sinais será ensinada nas universidades

Quarta, 08 de Novembro de 2006 às 09:41, por: CdB

Segundo dados do Ministério da Educação, a cada ano, dos 66 mil alunos deficientes auditivos matriculados em escolas do Ensino Fundamental e Médio, menos de mil ingressam nas universidades brasileiras.

A dificuldade dos estudantes de compreender a língua portuguesa e a falta de capacitação dos professores são algumas das causas de números tão baixos.

Por essa razão, o MEC quer incentivar os professores a aprender a Língua Brasileira dos Sinais, Libras. Mais de 4.700 professores vão participar, em janeiro, do Exame Nacional de Proficiência em Libras. O objetivo é avaliar a habilidade desses profissionais com a linguagem de sinais para que, assim, possam atuar na formação de novos professores.

Segundo Marlene Goti, Coordenadora dos Projetos para Deficientes Auditivos, do Ministério da Educação, o objetivo é permitir ao deficiente auditivo melhor qualidade de formação, facilitando seu acesso ao ensino superior.

- Esses alunos têm o direito de se matricular em qualquer escola, e para isso os professores têm que, minimamente, ter idéia de como conversar com eles, de como utilizar a sua própria linguagem para explicar as matérias. Eles são cidadãos brasileiros e têm direito ao acesso à educação por meio de sua própria linguagem, afirmou.

O MEC apoiou universidades para criar o curso de graduação em Letras com licenciatura em Libras, já que ainda não existe o curso no país. Nove instituições de ensino superior, das cinco regiões do Brasil, deram início ao curso neste segundo semestre. Os primeiros alunos só estarão formados em quatro anos.

 Marlene Goti disse que só após o exame será possível saber quantos profissionais poderão ser contratados para ensinar a língua dos sinais nas Universidades.

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