Apesar da chuva ter diminuído bastante na cidade, os técnicos da Geo-Rio não recomeçaram os trabalhos de limpeza e manutenção no Túnel Rebouças, na Zona Sul do Rio nesta quinta-feira.
O secretário municipal de Obras, Eider Dantas, informou que o local ainda oferece riscos.
Uma equipe ficou de plantão no local durante a madrugada. Além da Geo-Rio, técnicos da Defesa Civil também continuam no local.
Os trabalhos foram interrompidos na manhã de quarta-feira devido à novos deslizamentos.
Novos deslizamentos no túnel Rebouças
A terra voltou a desmoronar no final da noite de quarta-feira bloqueando ainda mais o Túnel Rebouças, principal via de acesso entre as Zonas Norte e Sul do Rio de Janeiro. O novo desabamento, provocado pela chuva que atinge o Rio desde a noite de terça-feira, atrasou ainda mais o início das obras no local. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê chuva forte até sexta-feira.
O primeiro deslizamento aconteceu na noite de terça-feira. Durante a manhã e a tarde desta quarta, uma série de deslizamentos - pelo menos, cinco de grande porte - fechou o túnel. O Rio amanheceu engarrafado.
O acidente até agora não possui uma explicação: o prefeito César Maia disse que, além da chuva, houve o rompimento de uma tubulação de água que passa sob a encosta, mas o Governo do Estado afirmou que, ali, não há qualquer tubulação.
A Secretaria municipal de Obras informou que o trabalho de limpeza só vai começar quando a chuva parar. O trabalho de retirada de toda a terra vai demorar no mínimo 48 horas. Segundo o secretário Eider Dantas, em 24 horas choveu 219 milímetros no Cosme Velho, bairro da Zona Sul onde houve o acidente. O normal para essa época do ano é 90 milímetros, no mês inteiro.
A Defesa Civil da cidade está em alerta. A quantidade de chuva que caiu nesta quarta-feira aumentou os riscos de deslizamentos em todo o Rio de Janeiro.
Túnel deve ser liberado em uma semana
Embora o secretário Dantas não tenha feito qualquer previsão, a secretaria informou, por intermédio de sua assessoria de imprensa, que o desbloqueio da segunda galeria no sentido Norte-Sul do Túnel Rebouças deve levar uma semana. Já as galerias no sentido contrário, Sul-Norte, da Lagoa para o Rio Comprido, devem ser liberadas no período da tarde desta quinta-feira.
Se a prefeitura põe a culpa na chuva, os moradores da favela do Cerro-Corá, que fica em cima da galeria onde houve o deslocamento da terra, apontam para um suposto rompimento de uma tubulação de água como causa do acidente. O prefeito César Maia prometeu investigar.
Em entrevista, Dantas informou que 7 mil toneladas de barro e lama caíram da encosta, o que equivale a 700 caminhões cheios. Ainda de acordo com Dantas, a previsão da Secretaria é que esse número chegue a dez mil toneladas.
Chuva não pára na quinta, prevê meteorologia
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê mais 48 horas de chuva.
— É muita chuva. Acabou tendo esse deslizamento. Estamos esperando que a chuva pare para os 150 homens que estão no local (Rebouças) começarem a trabalhar. Por causa da chuva forte, não tem segurança — lamentou Eider Dantas.
O secretário afirma ainda que a área é constantemente monitorada e que o muro e a encosta de proteção foram construídos para evitar deslizamentos. Segundo ele, o total de terra que deslizou até o momento daria para encher 700 caminhões - seriam sete mil toneladas de terra e lama.
Investigação
O prefeito César Maia disse que o motivo do deslizamento está sendo investigado. — Temos que buscar as razões do desabamento. Estamos trabalhando lá em cima, perto do Cerro-Corá, com grupo de homens em cima de uma tubulação. Essa tubulação rompeu. Mesmo antes da chuva já vieram alguns deslizamentos. Temos que analisar direito