Abalado pela saída do primeiro-ministro Ariel Sharon, o partido Likud iniciou nesta segunda-feira votação para eleger um novo líder com o objetivo de reconstruir a facção direitista que durante muito tempo dominou a política de Israel. Os dois principais concorrentes são Benjamin Netanyahu, ex-primeiro-ministro e ex-ministro das Finanças no governo de Sharon, e o ministro do Exterior, Silvan Shalom, visto como mais flexível no possível processo de paz com os palestinos. Pesquisas de opinião dão vantagem a Netanyahu, de 56 anos, mas o resultado depende da participação na votação. As pesquisas prevêem que ela será baixa, devido à apatia depois da saída de Sharon.
O líder israelense, que ajudou a fundar o Likud há mais de 30 anos, deixou o partido em novembro para formar o Kadima, de centro, depois de uma rebelião de ultranacionalistas do partido que tentavam derrubá-lo por ter autorizado a retirada de Gaza, em setembro. A votação no Likud foi ofuscada pela internação de Sharon no final do domingo, após sofrer um pequeno derrame. A votação aberta aos 128.000 membros do Likud termina às 22h locais (16h de Brasília). Os resultados devem sair duas horas depois. O ministro da Agricultura, Yisrael Katz, e o líder direitista Moshe Feiglin também são candidatos. Se nenhum deles conseguir mais de 40 por cento dos votos, haverá um segundo turno com os dois primeiros colocados.