Ligue 180 recebeu mais de 4 milhões de atendimentos desde 2005
A Central de Atendimento à Mulher, Ligue 180, serviço criado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR) em 2005, registrou mais de 4 milhões de atendimentos. O Objetivo é receber denúncias ou relatos de violência, reclamações sobre os serviços da rede, orientar as mulheres sobre seus direitos e legislação vigente.
Por Redação, ABr - de Brasília:
A Central de Atendimento à Mulher, Ligue 180, serviço criado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR) em 2005, registrou mais de 4 milhões de atendimentos. O Objetivo é receber denúncias ou relatos de violência, reclamações sobre os serviços da rede, orientar as mulheres sobre seus direitos e legislação vigente.
A informação foi dada nesta quinta-feira pela secretária Nacional de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres, Aparecida Gonçalves ao participar do programa Brasil em Pauta, com o tema os 10 anos da Central de atendimento à mulher.
A Central de Atendimento à Mulher, Ligue 180, serviço criado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR) em 2005
Em entrevista ao Brasil em Pauta, a secretária explicou sobre a política de atendimento, e a importância das campanhas contra o abuso em transportes públicos. Informou também que Casa da Mulher Brasileira será construída em todas as capitais para dar acompanhamento às mulheres que sofrem agressões.
– Nós recebemos ligações 24 horas por dia, efetivamente é um atendimento que funciona em três dimensões, orientação, informação, denúncias e encaminhamentos para serviços especializados. De acordo com o relato vamos responder às demandas – disse.
Aparecida falou ainda sobre a abordagem da violência contra a mulher na mídia e no Enem. “O aumento das denúncias tem sido positivo, precisamos investir em mudança de comportamento e cultura, com o objetivo de divulgar mais textos e programas que abordem o tema.” A secretária acrescentou que não podem ser consideradas normais músicas, filmes e novelas que evidenciam agressão contra a mulher, os negros, homossexuais e demais formas de violência.
Além da necessidade de educar às pessoas e ensinar que a agressão é crime, a secretária disse que é necessária a conscientização da sociedade para que as pessoas percam o medo de denunciar as agressões. O investimento em campanhas de educação, e conscientização em serviços especializados para acompanhamento das mulheres agredidas são fatores que faltam em grande parte dos municípios do país.
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