O presidente da Light, Jerson Kelman, disse nesta quinta-feira que está trabalhando duro para resolver com rapidez os problemas que atingem as câmeras subterrâneas na cidade. A Light pretende eliminar os pequenos bueiros, as pequenas caixas de junção. Nos últimos dez dias, foram registradas quatro explosões em bueiros da companhia.
O presidente da Light, Jerson Kelman, disse nesta quinta-feira que está trabalhando duro para resolver com rapidez os problemas que atingem as câmeras subterrâneas na cidade. A Light pretende eliminar os pequenos bueiros, as pequenas caixas de junção, como a que pegou fogo no início desta semana, no Flamengo, na Zona Sul do Rio. Nos últimos dez dias, foram registradas quatro explosões em bueiros da companhia.
– Vamos eliminar todas essas caixas de junção. Estamos reformando o sistema subterrâneo, que tem mais de 60 anos, e tem sinais visíveis de estresse e envelhecimento. Mas começamos pelas caixas onde existem transformadores. Nunca se investiu tanto na recuperação do sistema subterrâneo, são R$ 88 milhões. Não falta dinheiro, mas não temos como resolver tudo em um mês.
O presidente da companhia destacou que não houve explosão no caso do bueiro que pegou fogo e destruiu um orelhão na Rua Senador Vergueiro, no Flamengo.
– Na verdade, não houve explosão. A cena foi impressionante e lamentável. O que houve foi um curto-circuito numa caixa de junção que está imersa no asfalto. O procedimento seria isolar eletricamente o local antes de abrir a tampa. Como não foi feito assim, a entrada de ar provocou a chama.
Segundo Kelman a reforma do sistema está em andamento e deve ser concluída até o final deste ano, mas que há muito problema para resolver.
De acordo com ele, uma das razões para os problemas, além do envelhecimento da rede, foi a terceirização das equipes técnicas que cuidavam dos equipamentos. Para Kelman, o conhecimento necessário para a manutenção não foi mantido pela empresa ao longo dos anos. Como medida, a Light voltou a contratar diretamente os técnicos responsáveis pela rede.
A rede subterrânea da zona sul foi instalada entre as décadas de 1950 e 1960 e "sempre funcionou bem, mas recentemente começou a apresentar problemas". O último incidente ocorreu na terça-feira, quando chamas provenientes de um bueiro incendiaram um telefone público na rua Senador Vergueiro, no Flamengo. O caso mais grave ocorreu exatamente há um ano, quando uma explosão no subterrâneo feriu gravemente um casal de turistas americanos em Copacabana.
Kelson desmentiu que a empresa teria conhecimento sobre 130 bueiros na iminência de explodir na cidade.
– Seria uma temeridade não alertar a população se isso existisse –, afirmou.
O presidente da Light disse que o Rio possui uma das maiores redes subterrâneas do mundo. Segundo Kelson, problemas semelhantes são enfrentados em outras cidades, como São Francisco, Washington e Nova York, nos Estados Unidos. Ele afirmou que a companhia está em busca de compartilhar experiências para enfrentar a questão.
De acordo com ele, a Light está testando uma tampa de bueiro desenvolvida naquela cidade que não salta com a explosão, diminuindo os riscos.
O presidente da Light também afirmou que a empresa está em vias de fechar um acordo com o Ministério Público, que chegou a entrar com um processo para multar a companhia em R$ 1 milhão a cada explosão de bueiro.
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