Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Light: Pequenos bueiros serão eliminados

O presidente da Light, Jerson Kelman, disse nesta quinta-feira que está trabalhando duro para resolver com rapidez os problemas que atingem as câmeras subterrâneas na cidade. A Light pretende eliminar os pequenos bueiros, as pequenas caixas de junção. Nos últimos dez dias, foram registradas quatro explosões em bueiros da companhia.

Quinta, 30 de Junho de 2011 às 10:43, por: CdB
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O presidente da Light, Jerson Kelman, disse nesta quinta-feira que está trabalhando duro para resolver com rapidez os problemas que atingem as câmeras subterrâneas na cidade. A Light pretende eliminar os pequenos bueiros, as pequenas caixas de junção, como a que pegou fogo no início desta semana, no Flamengo, na Zona Sul do Rio. Nos últimos dez dias, foram registradas quatro explosões em bueiros da companhia. – Vamos eliminar todas essas caixas de junção. Estamos reformando o sistema subterrâneo, que tem mais de 60 anos, e tem sinais visíveis de estresse e envelhecimento. Mas começamos pelas caixas onde existem transformadores. Nunca se investiu tanto na recuperação do sistema subterrâneo, são R$ 88 milhões. Não falta dinheiro, mas não temos como resolver tudo em um mês. O presidente da companhia destacou que não houve explosão no caso do bueiro que pegou fogo e destruiu um orelhão na Rua Senador Vergueiro, no Flamengo. – Na verdade, não houve explosão. A cena foi impressionante e lamentável. O que houve foi um curto-circuito numa caixa de junção que está imersa no asfalto. O procedimento seria isolar eletricamente o local antes de abrir a tampa. Como não foi feito assim, a entrada de ar provocou a chama. Segundo Kelman a reforma do sistema está em andamento e deve ser concluída até o final deste ano, mas que há muito problema para resolver.   De acordo com ele, uma das razões para os problemas, além do envelhecimento da rede, foi a terceirização das equipes técnicas que cuidavam dos equipamentos. Para Kelman, o conhecimento necessário para a manutenção não foi mantido pela empresa ao longo dos anos. Como medida, a Light voltou a contratar diretamente os técnicos responsáveis pela rede. A rede subterrânea da zona sul foi instalada entre as décadas de 1950 e 1960 e "sempre funcionou bem, mas recentemente começou a apresentar problemas". O último incidente ocorreu na terça-feira, quando chamas provenientes de um bueiro incendiaram um telefone público na rua Senador Vergueiro, no Flamengo. O caso mais grave ocorreu exatamente há um ano, quando uma explosão no subterrâneo feriu gravemente um casal de turistas americanos em Copacabana. Kelson desmentiu que a empresa teria conhecimento sobre 130 bueiros na iminência de explodir na cidade. – Seria uma temeridade não alertar a população se isso existisse –, afirmou. O presidente da Light disse que o Rio possui uma das maiores redes subterrâneas do mundo. Segundo Kelson, problemas semelhantes são enfrentados em outras cidades, como São Francisco, Washington e Nova York, nos Estados Unidos. Ele afirmou que a companhia está em busca de compartilhar experiências para enfrentar a questão. De acordo com ele, a Light está testando uma tampa de bueiro desenvolvida naquela cidade que não salta com a explosão, diminuindo os riscos. O presidente da Light também afirmou que a empresa está em vias de fechar um acordo com o Ministério Público, que chegou a entrar com um processo para multar a companhia em R$ 1 milhão a cada explosão de bueiro.
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