Os Estados Unidos acreditam que a China ainda está cooperando com a Arábia Saudita sobre mísseis e com o Paquistão também sobre tecnologia nuclear, apesar das promessas de Pequim de controlar a proliferação de armas, disseram autoridades norte-americanas.
Essas são algumas das questões que deverão ser discutidas quando autoridades chinesas e norte-americanas se encontrarem nesta semana em Pequim, disseram representantes norte-americanos à Reuters.
O sub-secretário de Estados John Bolton, a principal autoridade de não-proliferação dos EUA, planeja promover a participação chinesa em um regime internacional de interdição de armas, mas as próprias atividades de Pequim estarão em discussão, disseram autoridades.
A discussão sobre proliferação se intensificou desde que o pai do programa de armas nucleares do Paquistão, Adbul Qadeer Khan, confessou ter vendido segredos à Líbia, Irã e Coréia do Norte. A administração Bush considera o Irã e a Coréia do Norte as maiores ameaças de proliferação de armas nucleares a curto prazo. Mas ela também ``está preocupada com o que os sauditas estão conseguindo com os chineses em termos de mísseis'', disse uma autoridade norte-americana.
Especialistas disseram que os mísseis balísticos são mais úteis para o desenvolvimento de armas de destruição em massa e isso seria especialmente preocupante se radicais islâmicos assumissem o controle em Riad, ou se os atuais comandantes sauditas se sentirem ameaçados por uma bomba nuclear iraniana.