Rio de Janeiro, 05 de Novembro de 2026

Liga Árabe se reúne para discutir o cerco de Israel à Faixa de Gaza

Autoridades da Liga Árabe reuniram-se no Egito, nesta segunda-feira, para discutir o fechamento das fronteiras da Faixa de Gaza e a falta de eletricidade que atinge a região palestina. Neste domingo, boa parte da cidade de Gaza ficou às escuras, depois que as autoridades palestinas fecharam a principal usina de eletricidade da cidade. (Leia Mais)

Segunda, 21 de Janeiro de 2008 às 12:55, por: CdB

Autoridades da Liga Árabe reuniram-se no Egito, nesta segunda-feira, para discutir o fechamento das fronteiras da Faixa de Gaza e a falta de eletricidade que atinge a região palestina. Neste domingo, boa parte da cidade de Gaza ficou às escuras, depois que as autoridades palestinas fecharam a principal usina de eletricidade da cidade, alegando não ter mais combustível para fazê-la funcionar por causa do bloqueio israelense.

Na semana passada, Israel fechou as fronteiras com a Faixa de Gaza, controlada pelo grupo militante Hamas desde junho do ano passado, e bloqueou a entrada de combustíveis e outros produtos. A decisão foi tomada em represália ao lançamento de mísseis a partir do território palestino.

Questão humanitária

Líderes da Liga Árabe descreveram a situação na região de “catastrófica” e estão realizando um encontro de emergência para tentar a reabertura da passagem entre Gaza e o Egito, passando pela cidade de Rafah. O presidente palestino, Mahmoud Abbas, faz um apelo ao governo israelense nesta segunda-feira para que suspenda “o bloqueio a Gaza imediatamente para permitir a entrada de combustíveis e facilitar a vida de pessoas inocentes”.

Abbas ainda ameaçou levar a questão ao Conselho de Segurança da ONU se Israel não responder a seu apelo. O governo israelense, no entanto, alega que continua fornecendo 60% da eletricidade de Gaza e insiste que a região tem estoque suficiente de combustível.

- Se eles fecharam a usina de eletricidade não foi por falta de combustível, mas porque querem criar a impressão de que estão em crise - disse Shlomo Dror, porta-voz do ministério da Defesa.

Inverno

O ministério das Relações Exteriores de Israel acusou o Hamas de ter fechado a usina como um “truque” para “atrair a simpatia internacional”. No entanto, agências humanitárias que atuam na região afirmam que 1,5 milhão de pessoas estão enfrentando graves dificuldades e que hospitais sem aquecimento estão usando geradores para continuar funcionando.

- Os hospitais estão operando com geradores, o que significa que os equipamentos médicos essenciais estão funcionando. Mas como não há aquecimento, faz muito frio durante a noite - disse John Ging, coordenador da agência da ONU que cuida de refugiados palestinos em Gaza.

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