Liga Árabe pede paz na Tunísia, incêndio causa mortes e fugas
A Liga Árabe solicitou neste sábado que as forças políticas da Tunísia e outros grupos mantenham a paz e ajudem o país do norte da África a sair da crise ocasionada pela renúncia de seu presidente na véspera.
A Liga Árabe solicitou neste sábado que as forças políticas da Tunísia e outros grupos mantenham a paz e ajudem o país do norte da África a sair da crise ocasionada pela renúncia de seu presidente na véspera.
A Arábia Saudita havia oferecido, mais cedo, apoio aos tunisianos durante este "período difícil", em comunicado de boas vindas ao ex-presidente da Tunísia Zine al-Abidine Ben Ali. Outros países árabes não se manifestaram.
Neste sábado, dezenas de prisioneiros morreram em um incêndio na penitenciária da cidade tunisiana de Monastir, enquanto outros presos fugiram.
- Agora o presídio de Monastir está em chamas. Posso ver dezenas de mortos e prisioneiros que fugiram -, afirmou um morador do local.
Centenas de soldados vigiavam neste sábado as ruas da capital tunisiana, onde o primeiro-ministro deve se reunir com partidos de oposição para tentar formar uma aliança após os protestos que derrubaram Zine al-Abidine Ben Ali do poder.
Novas eleições
O Conselho Constitucional da Tunísia anunciou neste sábado que, de acordo com a legislação local, o porta-voz do parlamento, e não o primeiro-ministro, deve ocupar o cargo de presidente interino, segundo informações da televisão estatal.
O primeiro-ministro tunisiano, Mohamed Ghannouchi, afirmou nesta sexta-feira que assumiria a presidência provisoriamente, após a renúncia de Zine al-Abidine Ben Ali.
Nesta sexta-feira, uma revolta nas ruas contra a repressão policial e a pobreza forçou o então presidente Zine al-Abidine Ben Ali a deixar o poder naquele país do norte da África.
Zine al Abedine Ben Ali, o segundo presidente da Tunísia após a independência da França, renunciou ao cargo que ocupava desde 1987 e, neste sábado, chegou com sua família à Arábia Saudita, segundo informou a agência de notícias oficial saudita. O ex-presidente deve permanecer no local por período indeterminado.
O Conselho tunisiano, maior autoridade legal daquele país, afirmou ainda que a constituição exige novas eleições presidenciais em um período de até 60 dias a partir deste sábado.
- O Conselho Constitucional anuncia que o posto de presidente está definitivamente vago, então adotamos o artigo 57 da constituição, que determina que o porta-voz do parlamento ocupe o cargo de presidente temporariamente e que eleições sejam convocadas em um período de 45 a 60 dias -, afirmou o presidente do Conselho, Fathi Abd Ennather, em comunicado.
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