A negociação para a permanência do atacante Liédson no Flamengo ainda está longe de um desfecho. O resultado da reunião entre o procurador do jogador, Vinícius Mendes, e a diretoria rubro-negra, nesta quinta-feira, na Gávea, não serviu para dissipar o impasse entre as partes. O que impossibilita o acordo é a diferença de valores no reajuste salarial de Liédson, artilheiro do Flamengo no Campeonato Brasileiro, com 14 gols. O clube teria oferecido R$ 40 mil mensais, mas o jogador deseja receber R$ 80 mil, exige garantias bancárias para impedir atraso nos pagamentos, além de um adiantamento (luvas). "O que eles propuseram ficou aquém do que o jogador deseja. O Liédson quer ficar no Flamengo, desde que sejam dadas as garantias bancárias para evitar atraso de salários. Estou esperando que me façam outra proposta. Até semana que vem vamos definir o futuro do Liédson", declarou Vinícius Mendes, procurador do atacante. O contrato do jogador - cujo vínculo federativo é vinculado ao Prudentópolis-PR - com o Flamengo termina no dia 31 de dezembro. A intenção é renovar por mais um ano, já que o Brasileiro de 2003 terá oito meses de duração - março a novembro. O Cruzeiro, no entanto, ameaça levar o jogador para Belo Horizonte. "O Cruzeiro fez uma proposta bem melhor que a do Flamengo. Também existem outras propostas de fora do país, algumas irrecusáveis. Só que o Liédson quer ficar, mas isso depende dos interesses do Prudentópolis", disse Mendes. Diante dessa situação, a diretoria do clube acena com outros fatos. De acordo com o contrato assinado em julho, o Flamengo teria até o dia 30 de novembro para manifestar oficialmente o interesse em renovar com Liédson. Feito isso, os cartolas rubro-negros entendem que, conforme estipulado em contrato, a manutenção do jogador até junho de 2003 estaria automaticamente concretizada. "Exercemos a prioridade no prazo estipulado e, portanto, o Liédson fica até junho. Só uma proposta do exterior pode impedir isso. Nesse caso, o Flamengo receberia uma quantia da negociação", declarou o presidente Hélio Ferraz, que também comentou as exigências feitas por Liédson. "O contrato não prevê exigências e tem caráter bi-lateral, só podendo ser modificado com a assinatura das duas partes. Também não tem nada escrito em relação a aumento de salário, mas é claro que pode existir uma negociação. Não queremos no elenco um jogador insatisfeito", disse Hélio Ferraz, nesta quinta.
Liédson quer R$ 80 mil para continuar no Flamengo
Quinta, 05 de Dezembro de 2002 às 21:07, por: CdB