Os líderes europeus retomaram, na manhã desta sexta-feira, seus trabalhos na reunião de cúpula de Bruxelas, que se prepara para uma dura negociação sobre o orçamento comunitário 2007-2013, depois do acordo para salvar a Constituição continental obtido na noite de quinta-feira.
O premier sueco, Goeran Persson, pessimista, praticamente descartou na manhã desta sexta-feira a possibilidade de se obter um acordo orçamentário em Bruxelas, por causa das grandes divergências entre os Estados membros. Persson pediu tempo para a negociação de um orçamento melhor.
- É preferível levar um ano ou mais e seguir negociando - disse.
O presidente em exercício da UE, o primeiro-ministro luxemburguês Jean-Claude Juncker, disse estar "preparado" para duras discussões.
A chave do debate é o chamado "cheque britânico", reembolso que Londres recebe desde 1984 por suas contribuições ao orçamento comunitário. O Reino Unido não está disposto a ceder, exceto no caso de uma revisão da questão dos gastos agrícolas, que têm a França como principal beneficiário.
No entanto, Paris se nega veementemente a levar estes gastos a uma revisão. Alemanha e Espanha, que também se beneficiam destes fundos, respaldam a posição francesa.
Um porta-voz do premier britânico Tony Blair afirmou nesta sexta-feira que o "cheque britânico" continua sendo "completamente justificado" e não pode ser trocado sem uma garantia firme de reforma do orçamento europeu.
A fonte disse que Blair se reuniu nesta manhã durante 50 minutos com o presidente em exercício da UE.
- Nossa posição sobre o reembolso continua sendo a mesma. Seguimos pensando que está totalmente justificado por causa da distorção do orçamento europeu - declarou o porta-voz.