Rio de Janeiro, 15 de Fevereiro de 2026

Líderes partidários querem acelerar votação do processo contra Renan no plenário

Terça, 04 de Setembro de 2007 às 15:45, por: CdB

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio Neto (AM), propôs nesta terça-feira que assim que a representação contra o presidente da Casa, Renan Calheiros, por falta de decoro parlamentar, for votada no Conselho de Ética, siga imediatamente para votação na Comissão de Constituição de Justiça (CCJ). A votação no conselho está marcada para esta quarta-feira.

Logo após o discurso do presidente do Senado com duras críticas à decisão do Conselho de Ética de estabelecer votação aberta para o pedido de cassação, o líder tucano apresentou a proposição. Ele defende que no máximo na quarta-feira da próxima semana a representação seja votada no plenário do Senado.

— Nós não temos mais controle sobre isso [representação contra Renan]. Temos que até quarta-feira [dia 12], no máximo, resolver isso em plenário —, defendeu Arthur Virgílio.
A proposta contou com o apoio da líder do bloco governista, senadora Ideli Salvati (PT-SC), e do líder do DEM, José Agripino Maia (RN).

Ideli disse que a bancada do seu partido é unânime ao considerar que "amanhã (5) deve-se cumprir a votação no Conselho de Ética, e se possível na Comissão de Constituição e Justiça, para que se encaminhe a decisão o mais rápido possível ao plenário do Senado".

O senador Agripino Maia, afirmou que os senadores já têm opinião formada a respeito do caso e não cabe mais qualquer tipo de apelo. "Temos que ser pragmáticos. É constrangedor para o senhor [Renan Calheiros] e para nós, ter que ouví-lo se defender a cada denúncia. Isso é desagradável, muito desagradável", afirmou Agripino Maia.

O líder do PSB, senador Renato Casagrande (ES), um dos relatores da representação contra Renan na Comissão de Ética também apoiou a proposta de se acelerar a tramitação do processo contra o presidente do Senado.

— O processo já está pronto para a avaliação no Conselho de Ética. Não sei se seria possível votá-lo amanhã na CCJ. Mas, com certeza, até quinta-feira, isso pode ser feito, para que na semana que vem o plenário da Casa delibere ——, disse o parlamentar. 

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