O Colégio de Líderes da Câmara não discutiu na reunião desta terça-feira a possibilidade de levar o caso do presidente do Senado, Renan Calheiros, ao Conselho de Ética do Congresso Nacional. A informação foi do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia.
- Nós temos um primado na Justiça brasileira que é a presunção de inocência. Aquilo que a Veja escreveu, aquilo que a jornalista Mônica [Veloso] venha a falar, aquilo que o advogado dela venha a falar, cabe a quem tem a responsabilidade de apuração ver quem está com a razão. Da minha parte, eu trabalho com a presunção da inocência do senador Renan Calheiros -, disse.
Para ele, "cabe aos senadores e ao presidente Renan conduzir esse processo".
Perguntado sobre uma possível paralisação das votações, semelhante ao que já ocorreu em outras crises enfrentadas pelo Senado, o presidente da Câmara disse que acredita que o Senado vá manter o seu funcionamento normal e que terá capacidade de se manter centrado nos interesses do país.
- Eu acredito, e espero, que o Senado vá manter o seu funcionamento normal. É claro que pela dimensão e pela importância que tem o senador Renan, evidentemente que isso trás para ele e para os próprios senadores uma situação de desconforto, mas o Senado terá capacidade de se manter centrado nos interesses do país -, afirmou.
Líderes não discutiram levar ao Conselho de Ética do Congresso caso de Calheiros, diz Chinaglia
Terça, 29 de Maio de 2007 às 14:51, por: CdB