Líderes muçulmanos pedem libertação de refém britânico na Síria
Grupos muçulmanos na Grã-Bretanha pediram nesta quinta-feira a libertação do refém britânico Alan Henning, um trabalhador humanitário voluntário capturado na Síria, cuja vida foi ameaçada em um recente vídeo divulgado por militantes do grupo Estado Islâmico.
Os fanáticos não estão agindo como muçulmanos, mas, como disse o primeiro-ministro, estão agindo como monstros Combatente do grupo armado curdo YPG em Jazaa, na fronteira Iraque-Síria Vista geral da refinaria de Zawia, na Líbia
Grupos muçulmanos na Grã-Bretanha pediram nesta quinta-feira a libertação do refém britânico Alan Henning, um trabalhador humanitário voluntário capturado na Síria, cuja vida foi ameaçada em um recente vídeo divulgado por militantes do grupo Estado Islâmico.
Henning era parte de uma equipe de um comboio com suprimentos médios para um hospital no nordeste da Síria, em dezembro do ano passado, quando foi parado por homens armados e sequestrado.
Em um vídeo divulgado no sábado, que mostrou a decapitação do também britânico David Haines, um militante do Estado Islâmico ameaçou matar Henning se o primeiro-ministro David Cameron continuar o apoio à luta contra o grupo rebelde.
Acredita-se que o homem que fazia as ameaças no vídeo seja um cidadão britânico, que apelidado de "Jihadi John” pela mídia do Reino Unido.
- Nós, os imãs muçulmanos britânicos, organizações e indivíduos desejamos expressar nosso horror e repulsa pelo assassinato sem sentido de David Haines e a ameaça à vida de nosso compatriota britânico Alan Henning - disse uma carta assinada por mais de 100 grupos e líderes muçulmanos.
“Os fanáticos não estão agindo como muçulmanos, mas, como disse o primeiro-ministro, estão agindo como monstros. Eles estão perpetrando os piores crimes contra a humanidade. Isso não é Jihad - é uma guerra contra toda a humanidade”, acrescentaram, em uma carta enviada para o jornal Independent.
Aldeias curdas
Combatentes do grupo Estado Islâmico conquistaram 16 aldeias curdas no norte da Síria, em um grande avanço na direção da cidade de Ayn al-Arab, situada na fronteira com a Turquia, segundo disseram nesta quinta-feira um comandante curdo e um grupo que monitora a guerra civil no país.
Ocalan Iso, um comandante do grupo armado curdo YPG, disse à agência inglesa de notícias Reuters que os combatentes do Estado Islâmico usaram armas pesadas, incluindo tanques, no ataque perto da cidade de Ayn al-Arab, conhecida como Kobani em curdo.
O fundador do Observatório Sírio para os Direitos Humanos, Rami Abdulrahman -grupo que monitora o conflito- afirmou que as aldeias foram capturadas em um avanço do Estado Islâmico iniciado na quarta-feira. "Eles têm um grande número de combatentes", afirmou Abdulrahman à Reuters por telefone.
Combatentes curdos sírios têm apelado por ajuda militar de outras organizações curdas na região para repelir o avanço do Estado islâmico no norte da Síria, perto da fronteira turca, disse um oficial militar curdo nesta quinta-feira.
Refinaria de Zawiya
A refinaria líbia de Zawiya, que processa 120 mil barris por dia, foi fechada após o setor de armazenamento ter sido danificado por combates entre grupos armados, disse um funcionário do Ministério do Petróleo nesta quinta-feira.
O campo de El Sharara, que abastece a refinaria, também permanece fechado, de acordo com Ibrahim al-Awami, chefe do departamento de inspeção e medição no Ministério do Petróleo.
Ele disse não saber quando o campo petrolífero e a refinaria de petróleo voltariam a operar.
Os fechamentos são um grande golpe para o governo, porque a refinaria abastece a capital, Trípoli, e o restante do oeste da Líbia.
O fechamento reduzirá a produção de petróleo da Líbia para cerca de 670 mil barris por dia, tomando como referência a produção nacional de 870 mil bpd informada pela estatal do petróleo, a NOC, no domingo.
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