Rio de Janeiro, 23 de Maio de 2026

Líderes iraquianos boicotam reunião com EUA

Os Estados Unidos e a Grã-Bretanha procuram iníciar nesta terça-feira as conversações com líderes de vários grupos de representação iraquiana na antiga cidade mesopotâmica de Ur, 375 quilômetros ao sul da Bagdá. As discussões buscam estabelecer o novo governo do país, mas o objetivo imediato da reunião é propiciar o encontro entre os grupos de destaque no país, incluindo curdos, Sunni e xiitas muçulmanos. (Leia Mais)

Terça, 15 de Abril de 2003 às 06:45, por: CdB

Os Estados Unidos e a Grã-Bretanha procuram iníciar nesta terça-feira as conversações com líderes de vários grupos de representação iraquiana na antiga cidade mesopotâmica de Ur, 375 quilômetros ao sul da Bagdá. As discussões buscam estabelecer o novo governo do país, mas o objetivo imediato da reunião é propiciar o encontro entre os grupos de destaque no país, incluindo curdos, Sunni e xiitas muçulmanos. No entanto, os primeiros sinais são de que tal objetivo não será tão simples de ser atingido. Há vários protestos ocorrendo em Nassiriya, próximo a Ur, e o início do encontro foi atrasado em pelo menos três horas. Ahmad Chalabi, um bem-sucedido homem de negócios iraquiano e considerado pelo Pentágono como melhor candidato para conduzir o país, negou-se a comparecer e enviou um representante para participar do encontro. O líder do principal grupo xiita muçulmano, a Corte Suprema para a Revolução Islâmica no Iraque (com sede no Irã), Abdelaziz Hakim, também decidiu boicotar o encontro. Ambos discordam do fato das discussões estarem sendo conduzidas pelos EUA. Além disso, causou desconforto a convocação do general aposentado norte-americano Jay Garner para conduzir interinamente a administração do país. Garner está entre os participantes da reunião desta terça-feira. "Não é de benefício da Nação iraquiana", disse Hakim. "Não aceitamos o guarda-chuva dos EUA ou de qualquer outro país", acrescentou. Um porta-voz de Chalabi, Zaab Sethna, disse que "a liderança da oposição iraquiana realizará sua própria reunião em Bagdá". "Os iraquianos devem governar o Iraque, não precisamos de um general norte-americano ou de um burocrata das Nações Unidas", completou Sethna.

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