Rio de Janeiro, 27 de Maio de 2026

Líderes frisam integração entre os países da Cúpula América do Sul-Países Árabes

Terça, 10 de Maio de 2005 às 08:24, por: CdB

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou de abertura da Cúpula América do Sul-Países Árabes, que acontece nesta terça-feira, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.
De acordo ele, o principal motivo do encontro é o fortalecimento da democracia e da busca pela paz:

- O que move os líderes aqui presentes é a necessidade de fortalecer um espaço político que contribua para a construção de um mundo de paz, democracia e justiça social.

Lula ressaltou que o encontro é uma oportunidade histórica de construção "de uma ponte de sólida cooperação entre a América do Sul e o mundo árabe". E disse ainda que o evento é ousado em seus objetivos e ambicioso nas suas aspirações.

O presidente da Argélia, Abdelaziz Bouteflika, representante da Liga Árabe na Cúpula América do Sul-Países Árabes está otimista com a cooperação entre os blocos. Ele afirmou, em discurso de abertura da Cúpula, que os esforços dos árabes visam a alcançar um desenvolvimento econômico equilibrado através do estado de direito. Para ele, é possível uma real parceria entre os dois grupos. Bouteflika afirmou que todos os países que participam da cúpula têm a mesma meta:

- Nós podemos tomar o nosso papel na cena internacional dentro das Nações Unidas, trabalhando pela proteção ao meio ambiente, uma melhor segurança e um mercado internacional mais justo.

Segundo ele, o mundo árabe tem um potencial enorme de cooperação porque tem recursos e posição estratégica

- Isso deve estar fundamentado com relação a políticas econômicas e trocas comerciais para que haja uma política aberta, estratégica. Mas é essencial que nós, juntamente com os empresários, tenhamos ousadia, imaginação e audácia para trazer investimentos mais prósperos. As trocas culturais devem estabelecer amizade e cooperação entre os povos, fazendo com que as civilizações sejam potências importantes - declarou.

Bouteflika afirmou ainda que a situação no Iraque é fonte de grande inquietação para todos e que a melhor forma de garantir a paz para o povo iraquiano é o país eleger seus governantes de forma democrática.

- Esse país que já sofreu tanto deve ter suas instituições eleitas democraticamente para garantir paz, segurança e estabilidade - disse.


Também discurssaram o presidente do Peru, Alejandro Toledo, e o secretário-geral da Liga Árabe, Amre Moussa. Os ministros Antônio Palocci, da Fazenda; Eduardo Campos, da Ciência e Tecnologia; José Alencar, da Defesa; Tarso Genro, da Educação; Aldo Rebelo, da Secretaria de Coordenação Política e Assuntos Institucionais; Patrus Ananias, do Desenvolvimento Social; Humberto Costa, da Saúde; e Miguel Rossetto, do Desenvolvimento Agrário compareceram presentes à solenidade.

Tags:
Edições digital e impressa