Os líderes dos partidos na Câmara dos Deputados fecharam novo acordo, nesta quarta-feira, para votação da proposta de emenda constitucional que reduz o recesso parlamentar. Pela proposta inicial fechada na véspera, o recesso cairia dos atuais 90 para 45 dias. Na votação realizada durante a tarde, valeu a redução para 55 dias. Partidos de oposição haviam sugerido até 60 dias.
O líder do PSDB, deputado Alberto Goldman (SP), não teme críticas por parte da população, que só tem 30 dias de férias.
- Esse é um dos menores recessos parlamentares do mundo - disse a jornalistas após a reunião de líderes com o presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo (PCdoB-SP).
Por se tratar de alteração à Constituição, são necessárias duas votações da proposta pela Câmara. Não foi acertado se o segundo turno será realizado ainda nesta quarta-feira. É necessário um intervalo de cinco sessões plenárias para a outra votação, mas um acrodo pode alterar a regra.
- É o fim de uma anomalia que durou décadas - afirmou o líder do PT, Henrique Fontana (RS).
Pela proposta, o recesso começaria em 23 de dezembro, indo até 31 de janeiro. Em julho, seria de 15 dias.
Na terça-feira, os deputados aprovaram o fim do pagamento extra em caso de convocação, medida que também tem o apoio do Senado.