Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

Líderes do G8 e do G5 fazem esforço para fechar Rodada de Doha

Terça, 07 de Julho de 2009 às 08:54, por: CdB

Os líderes do G8 e do G5 (formado por Brasil, Índia, China, México e África do Sul) vão acertar durante uma cúpula na quinta-feira uma conclusão da Rodada de Doha de negociações comerciais mundiais para 2010, segundo comunicado preliminar ao qual a agência inglesa de notícias Reuters teve acesso.

"Os líderes se comprometeram a chegar a uma conclusão desejada e equilibrada para a Rodada de Doha em 2010, compatível com seu mandato, a partir do progresso já alcançado nas modalidades", informou o documento prévio preparado para a reunião de quinta-feira do grupo.

As negociações de Doha estão congeladas desde que uma reunião de ministros em julho do ano passado não conseguiu chegar a um acordo preliminar, ainda que Pascal Lamy, diretor geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) tenha dito que 80 % do acordo foram completados. Um outro comunicado prévio a ser divulgado na quarta-feira pelo grupo dos oito países mais industrializados (G8), com os Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Itália, Japão, Rússia e Canadá, vai trazer o compromisso de se concluir as negociações o mais rápido possível.

Mas o documento não determina uma data para a conclusão do acordo para impulsionar a retraída atividade comercial mundial que enfrenta o pior declínio econômico desde a Segunda Guerra.

– Isso é meramente técnico. O comunicado do G8 vai alimentar o que será divulgado pelo G8 mais G5 no dia seguinte. O G8 sozinho não pode alcançar Doha, eles precisam de um acordo com o G5 para se ter uma chance real de sucesso e é por isso que o comunicado do segundo dia é tão importante – disse uma fonte do G8 próxima aos preparativos da cúpula que acontecerá na cidade italiana de L'Aquila.

Tarifas

A Rodada de Doha foi criada no fim de 2001 para ajudar países pobres a crescer por meio do comércio, mas quase oito anos depois, as negociações têm fracassado repetidamente, enquanto as potências globais recusam propostas para reduzir tarifas e subsídios sobre bens, que vão de alimentos a produtos químicos.

Mas, no mês passado, Lamy afirmou que um acordo pode ser alcançado em 2010 porque o humor das negociações melhorou desde a reunião neste ano do representante comercial dos EUA, Ron Kirk, com o ministro do Comércio da Índia, Anand Sharma, cujos países são vistos como chaves para destravar o acordo.

Tags:
Edições digital e impressa