Rio de Janeiro, 10 de Setembro de 2026

Líderes desmentem mudanças no governo

Segunda, 08 de Março de 2004 às 16:27, por: CdB

Depois de divulgados os boatos sobre novas mudanças no primeiro escalão do governo Lula, os dois principais nomes cotados para saírem do Legislativo rumo à Esplanada dos Ministérios desmentiram convites e sondagens do governo. Aloizio Mercadante (PT-SP) e Renan Calheiros (PMDB-AL) negaram especulações sobre mudanças no time principal do governo. Ambos argumentam que continuam líderes, apesar das informações de que um dos dois migraria para o Ministério da Saúde no lugar do pernambucano Humberto Costa, à frente da pasta detentora do maior orçamento do Executivo, com R$ 36,5 bilhões.

Mercadante, em São Paulo, apressou-se para dizer que sequer foi sondado sobre mudanças. "O presidente não fez nenhum convite. Ele quer que eu permaneça na liderança do Governo e eu disse a ele que estou muito satisfeito na minha condição. Eu fiz esta escolha desde o início do Governo e o presidente disse estar satisfeito com meu trabalho", afirmou.

Ao contrário das especulações, o líder governista garante que não vem trabalhando nos bastidores para ocupar um ministério. Ele afirma que trabalha no sentido oposto, de fortalecer os atuais titulares das pastas. "Vou continuar lutando pela saúde dos ministros como líder do Governo", brincou, ao fazer um trocadilho sobre a pasta para a qual estaria sendo cotado.

Já no PMDB, a história é um pouco diferente. Nomes próximos ao líder do partido no Senado afirmam que houve sondagens, mas nada está definido. "Falaram na semana passada em mudanças na equipe, mas nos falaram em liderança do Governo", explicou um assessor ligado a Renan. Por enquanto, nada de falar em uma nova cadeira no Executivo para o PMDB. "Se o Palácio está pensando nisso, nós não fomos avisados", continua.

Apesar da negativa dos dois líderes, a saída de Humberto Costa do Ministério da Saúde é tida como certa. O nome do pernambucano chegou a ser cotado para deixar a equipe principal do Governo durante as negociações da Reforma Ministerial do início do ano, mas o presidente evitou retirar das mãos do PT a pasta com o maior orçamento para investimentos na área social.

Tags:
Edições digital e impressa