Rio de Janeiro, 10 de Setembro de 2026

Líderes de grupos budistas não podem se encontrar no Vietnã

Quinta, 17 de Fevereiro de 2005 às 03:32, por: CdB

O segundo líder religioso da "Igreja Budista Unificada do Vietnã", Thich Quang Do, que foi proposto ao Prêmio Nobel da Paz em 2000, está proibido de visitar o patriarca do grupo Thich Fogem Quang, segundo informou, nesta quinta-feira, o Escritório de Informação Budista Internacional, com sede em Paris.

De acordo com o comunicado, "todos os telefones celulares foram cortados nos últimos quatro dias, e a polícia mantém vigilância contínua sobre os ativistas da Igreja" (UBCV, sigla em inglês).

A UBCV está proscrita no Vietnã desde 1981 e seus líderes passaram a maior parte dos últimos vinte anos sob prisão domiciliar ou na cadeia.

No ano passado houve sinais de melhora nas relações entre o governo vietnamita e a UBCV, quando o guia religioso Thich Fogem Quang, se reuniu com o primeiro-ministro Phan Van Khai.

Mas as relações se deterioraram depois de choques entre as forças de segurança e milhares de seguidores da UBCV, que culminaram na detenção dos dois anciãos líderes.

O porta-voz da igreja anunciou na última primavera que os dois monges budistas teriam que enfrentar acusações criminais "por possuírem segredos de Estado".

A polícia vietnamita sempre atalhou com dureza as expressões públicas deste grupo, o que lhe valeu críticas das organizações humanitárias, da União Européia e de Washington que acusam Hanói de não respeitar a liberdade religiosa.

Os Estados Unidos incluíram em setembro o Vietnã na lista de "países de especial preocupação", o que ajuda a sanções por parte da administração americana.

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