Cerca de 50 líderes comunitários acompanhados de Rubem César Fernandes, diretor-executivo da ONG Viva Rio, visitaram na tarde desta segunda-feira o Quartel General da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) para levar um manifesto pedindo o fim de tiroteio em áreas carentes. O documento foi entregue ao Comandante Geral da PM, coronel Ubiratan Ângelo.
Na carta, os líderes comunitários pediram uma polícia mais inteligente e menos agressiva, que não seja a primeira a atirar nas incursões às favelas, colocando a população civil em risco e no meio do fogo cruzado. Eles também se comprometem a pressionar o tráfico de drogas e as milícias a acabarem com os ataques ou revide durante as ações policiais. O manifesto diz que "alguém tem que baixar a arma. Independente de quem comande ou da facção dominante".
Esta é a primeira vez que as comunidades pobres assumem o papel de interlocutores da população e tomam a iniciativa de mobilização entre os setores da sociedade. Entre os líderes comunitários estão os representantes do Morro do Adeus, Vidigal, Acari, Dendê, Maré, Coroa, Macacos, Turano, Alemão, Morro da Paz, Caracol, Asa Branca, Manguinhos, Rocinha, Parque Boa Esperança, Santa Marta, Grotão e Antares.
Segundo o Viva Rio, o comandante geral da PM, coronel Ubiratan Ângelo, recebeu o manifesto e se comprometeu a analisar junto com o governo uma resposta ao protesto das comunidades. O comandante da PM disse que quer estudar como evitar as mortes por bala perdida. Ubiratan disse ainda que a polícia está aumentando o controle sobre as operações em favelas e fazendo um estudo sobre os tiros que são dados pelos PMs.
Líderes comunitários fazem manifestação contra tiroteios no RJ
Segunda, 26 de Março de 2007 às 18:08, por: CdB