A véspera de Natal na Etiópia será marcada por uma importante reunião para discutir o golpe militar na Guiné, que aconteceu na terça-feira. Na reunião estarão reunidos líderes da União Africana.
De acordo com a BBC, União Africana já havia condenado a intervenção militar como uma “violação da Constituição” da Guiné. O porta-voz do grupo militar que liderou o golpe, o capitão Mussa Dadis Camara, disse que liderará um conselho nacional criado para administrar o país.
Ainda segundo a BBC, há informações sobre divisões neste conselho, que inclui vários coronéis, um general, e seis civis. Alguns militares se opõem à nomeação de Camara como líder do conselho, alegando que membros mais antigos e experientes deveriam liderar a nova administração do país.
O presidente do país, Lansana Conte, morreu, na terça-feira e poucas horas depois, soldados afirmaram à rádio estatal que a Constituição e o governo da nação do oeste africano estavam suspensos.
Ainda na terça-feira, a França, antigo poder colonial no país, informou que se oporá a qualquer golpe na Guiné.
– Não ficaremos satisfeitos com uma situação que não respeite a ordem constitucional – disse o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Eric Chevallier, em uma coletiva de imprensa.
Líderes africanos discutem golpe na Guiné após morte de presidente
Quarta, 24 de Dezembro de 2008 às 09:17, por: CdB