Rio de Janeiro, 16 de Outubro de 2026

Líder turco compara situação da Síria à da Líbia

Quarta, 17 de Agosto de 2011 às 09:45, por: CdB

Líder turco compara situação da Síria à da Líbia

ISTAMBUL (Reuters) - O primeiro-ministro da Turquia, Tayyip Erdogan, comparou a situação da Síria à da Líbia nesta quarta-feira, mantendo a pressão sobre o governo sírio para pôr fim à violenta repressão aos protestos que exigem a derrubada do presidente Bashar al-Assad.

Líderes turcos, que já apoiaram Assad, parecem cada vez mais frustrados com o líder sírio, do mesmo modo que ficaram frustrados com Muammar Gaddafi depois de tentarem mediar a guerra civil líbia.

"Fizemos o nosso melhor na Líbia, mas não conseguimos gerar nenhum resultado. Portanto, isso é uma questão internacional agora. Gaddafi não pôde atender a nossas expectativas e o resultado foi óbvio", afirmou Erdogan a jornalistas.

"Agora, a mesma situação acontece na Síria. Enviei meu chanceler e entrei em contato pessoalmente muitas vezes, a última vez há três dias. pelo telefone. Apesar de tudo isso, os civis ainda estão sendo mortos", disse ele.

Erdogan contatou Gaddafi várias vezes depois do início do levante líbio em fevereiro, pedindo por um cessar-fogo e que Gaddafi permitisse a transição de poder. Em junho, Erdogan lhe ofereceu garantias para que deixasse a Líbia, mas não recebeu resposta. Desde então, a Turquia intensificou o apoio aos rebeldes líbios, aumentando o envio de diesel para eles.

CIVIS NO ESTÁDIO

Tropas sírias invadiram casas em um distrito sunita no porto de Latakia nesta quarta-feira, afirmaram moradores, prendendo centenas de pessoas e as levando para um estádio após uma operação com tanques durante quatro dias, para reprimir protestos contra Assad.

Organizações de direitos humanos afirmam que ao menos 1.700 civis foram mortos pelas forças de segurança desde o início dos protestos, em março, enquanto as autoridades sírias afirmam que grupos terroristas mataram 500 soldados e policiais.

O ministro das Relações Exteriores turco, Ahmet Davutoglu, também pediu de novo nesta quarta que a Síria ponha fim às operações militares, mas ele descartou uma intervenção militar no país, vizinho da Turquia.

"O derramamento de sangue tem de parar, antes de tudo. As operações militares têm de parar," afirmou Davutoglu numa entrevista coletiva ao lado do chanceler da Jordânia, Nasser Judeh. "Se as operações continuarem na Síria e se tornarem um problema regional, naturalmente a Turquia não permanecerá indiferente."

Reuters

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