Homens armados vestidos com uniformes militares iraquianos mataram nesta quarta-feira um líder tribal sunita, os três filhos dele e um genro em Bagdá, segundo informações da polícia do Iraque. Khadim Sarhid Hemaiyem era o líder da tribo Batta, uma das maiores na área ao norte de Bagdá.
Os homens armados invadiram a casa em dez veículos blindados semelhantes aos usados pelas forças de segurança iraquianas. Um porta-voz da polícia iraquiana, major Falah Al-Mohammedawi, negou que as forças de segurança tenham envolvimento na ação.
-Com certeza eles são rebeldes fora-da-lei. Quanto aos uniformes militares, eles podem ser comprados em várias lojas em Bagdá, disse. O major disse ainda que veículos militares são roubados com freqüência no país e poderiam ter sido usados nos ataques.
Nesta terça-feira, as forças armadas norte-americanas anunciaram ter encerrado uma grande operação contra rebeldes no oeste do Iraque, perto da fronteira com a Síria. De acordo com os militares, 139 insurgentes e dez fuzileiros norte-americanos morreram nos 17 dias de ofensiva, que teve como alvo supostos militantes ligados à rede extremista Al-Qaeda.
A chamada Operação Cortina de Aço foi a primeira em que participou um grande contingente de soldados do novo Exército iraquiano, ainda de acordo com os Estados Unidos. Políticos sunitas do Iraque criticaram a operação, dizendo que o impacto sobre civis foi desastroso.
Cerca de 2,5 mil soldados americanos e mil iraquianos participaram da operação. Segundo os Estados Unidos, uma presença permanente dos militares iraquianos foi estabelecida na área. Washington e Bagdá acusam a Síria de regularmente viabilizar o envio de recursos e a entrada de combatentes para a insurgência no Iraque.