Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Líder separatista pró-Rússia do leste da Ucrânia toma possa

Um líder separatista pró-Rússia tomou posse nesta terça-feira como chefe de uma autoproclamada "república popular" no leste da Ucrânia, em uma cerimônia que agravou o impasse da ex-república soviética com a Rússia. Alexander Zakharchenko, que foi eleito em uma votação no domingo considerada uma "farsa" por Kiev e ilegítima pelo Ocidente.

Terça, 04 de Novembro de 2014 às 08:03, por: CdB
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Alexander Zakharchenko, que foi eleito em uma votação no domingo considerada uma "farsa" por Kiev A Rússia é o principal parceiro comercial da região e uma das principais fontes de remessas e investimentos
Um líder separatista pró-Rússia tomou posse nesta terça-feira como chefe de uma autoproclamada "república popular" no leste da Ucrânia, em uma cerimônia que agravou o impasse da ex-república soviética com a Rússia. Alexander Zakharchenko, que foi eleito em uma votação no domingo considerada uma "farsa" por Kiev e ilegítima pelo Ocidente, jurou "servir honestamente aos interesses do povo da República Popular de Donetsk e cumprir meus deveres". Antes da cerimônia, realizada em um teatro de Donetsk, uma cidade industrial que tornou-se reduto dos separatistas, outra figura pró-Rússia, Andrei Purgin, afirmou: "Estamos começando uma história com essa posse, e o que acontecer hoje será repetido. Estamos estabelecendo as tradições da República". O governo ucraniano pró-Ocidente teme que um novo "conflito congelado" seja criado nas regiões do leste e ameacem ainda mais a unidade territorial da Ucrânia, que já perdeu em março o controle da península da Crimeia, anexada pela Rússia. Desaceleração
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O crescimento econômico no Cáucaso e na Ásia Central vai ser mais fraco neste ano e no próximo, atingido pela desaceleração na Rússia, informou o Fundo Monetário Internacional (FMI) nesta terça-feira. A região, que inclui oito Estados ex-soviéticos desde os mares Negro e Cáspio até a Sibéria, Irã e China, vai ver o seu crescimento econômico desacelerar para 5,5 %  em 2014 e 2015, 0,75 ponto percentual menor do que o previsto em maio. Os exportadores de petróleo, como o Cazaquistão, também serão atingidos pela recente queda acentuada dos preços do petróleo. Economistas do FMI dividiram a região em exportadores de hidrocarbonetos (Azerbaijão, Cazaquistão, Turcomenistão e Uzbequistão) e importadores de petróleo e gás (Arménia, Geórgia, Quirguistão e Tajiquistão). A Rússia é o principal parceiro comercial da região e uma das principais fontes de remessas e investimentos. "Um aprofundamento das tensões geopolíticas entre a Rússia e a Ucrânia pode ter impacto significativo sobre a região, no curto e no médio prazos", informou o FMI. Votação O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse nesta terça-feira que a eleição realizada por separatistas no leste da Ucrânia no fim de semana foi "infeliz e contraproducente". Rebeldes pró-Rússia elegeram seu próprio líder no domingo, em uma votação considerada ilegal por Kiev e pelo Ocidente, o que agravou ainda mais o impasse entre Ucrânia e Rússia sobre o futuro da ex-república soviética. Ban, em discurso realizado na Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), em Viena, disse que a situação na Ucrânia permanece sendo motivo de profunda preocupação. A OSCE tem Rússia e Ucrânia entre seus 57 membros. - As eleições na parte leste do país no domingo passado são um acontecimento infeliz e contraproducente - disse Ban. Mais de 4.000 pessoas foram mortas no conflito, que começou após a derrubada do presidente ucraniano apoiado por Moscou, Viktor Yanukovich, em fevereiro. A Ucrânia e o Ocidente acusam a Rússia de enviar armas e soldados para ajudar os rebeldes. Moscou nega. Um cessar-fogo assinado em 5 de setembro encerrou os confrontos de grande escala, mas bombardeios esporádicos continuam. Kiev afirma que os separatistas quebraram o acordo firmado no cessar-fogo ao realizarem eleições sem o envolvimento do governo central ucraniano.
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