O líder rebelde checheno Aslan Maskhadov foi morto por seus próprios homens, a seu pedido, para não ser apanhado vivo pelas forças russas, disse na sexta-feira o subprocurador-geral da Rússia.
- Maskhadov tinha um acordo com seus cúmplices de que, se fosse ameaçado com a captura, eles deveriam atirar nele - disse Nikolai Shepel à agência de notícias Interfax.
Maskhadov, eleito presidente da Chechênia durante os três anos da década passada em que a Chechênia foi praticamente independente, foi morto no dia 8 de março em uma operação especial das tropas russas na aldeia de Tolstoy-Yurt, ao norte de Grozny, a capital regional.
- Ele tinha um 'cinturão suicida' consigo na ocasião, mas não quis explodi-lo porque queria que seus cúmplices vivessem, então pediu a eles que disparassem contra ele - disse Shepel.
O subprocurador disse que quatro dos companheiros de Maskhadov foram presos na operação que o encurralou em um porão blindado. Shepel repetiu que as autoridades não vão entregar o corpo à família, por se tratar de um "terrorista".
O governo diz que Maskhadov teve envolvimento em vários atentados rebeldes, mas ele sempre se desvinculou dos mais graves, inclusive do sequestro na escola de Beslan, no ano passado, que resultou na morte de pelo menos 326 reféns, metade dos quais crianças.