Rio de Janeiro, 26 de Abril de 2026

Líder nega haver rachaduras no ninho tucano

Segunda, 09 de Janeiro de 2006 às 17:54, por: CdB

Líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM) nega a existência de um racha no ninho tucano paulista. Segundo afirmou nesta segunda-feira - após as pequenas férias gozadas durante a convocação extraordinária do Congresso - o partido ainda não decidiu quem o representará na corrida presidencial e, seja qual for o escolhido, o outro terá que a aceitar o nome do vencedor, sem contestação. Com o governador Geraldo Alckmin ou o prefeito José Serra, de qualquer forma "vamos permanecer unidos diante da escolha do partido para a disputa à Presidência da República", disse.

- Não há qualquer divisão. Aquele que perder a indicação do partido vai aceitar o resultado, com o mesmo espírito de companheirismo, e se comportar à altura da responsabilidade do PSDB e dos interesses do país - disse o senador. Em recente pesquisa encomendada pela Executiva Nacional do PSDB, Serra lidera as pesquisas de intenção de voto, mas Alckmin quer permanecer no jogo e, nesta segunda-feira, comunicou a decisão de deixar o cargo até abril para concorrer a presidente.

Embora negue, o senador tucano sabe que há uma disputa entre os grupos de Serra e o do atual presidente do PSDB, Tasso Jereissati. Ainda em 2002, quando Serra concorreu à vaga do então presidente FHC, a indicação do partido foi alvo de uma acirrada disputa entre as duas facções tucanas. Jereissati, porém, não revelou ainda o seu apoio a nenhum dos dois concorrentes.

- Nossa unidade precisa ser mantida de qualquer forma, e creio que nesse momento é importante a experiência e a sensatez do nosso decano, Fernando Henrique Cardoso - disse Virgílio.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ainda não se pronunciou sobre a candidatura do PSDB. Ele está de férias e, segundo sua assessoria, terá compromissos no exterior até o final de janeiro. O PSDB ainda não definiu a data e os procedimentos para a escolha do candidato ao Planalto, que provavelmente concorrerá com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) marcou as convenções partidárias para o período entre 10 e 30 de junho.

- Nem o Lula anunciou oficialmente se vai disputar a reeleição e não precisamos nos precipitar, só porque temos nomes excelentes - jactou-se Arthur Virgílio.

Tanto Serra quanto Alckmin têm até 1 de abril para renunciar aos cargos, quem foi o escolhido, para disputar as eleições de outubro. Ambos seriam substituídos por vices do PFL: Gilberto Kassab, na prefeitura de São Paulo, até 31 de dezembro de 2008, e Claudio Lembo, no governo do Estado de São Paulo, até 31 de dezembro próximo.

Tags:
Edições digital e impressa