Rio de Janeiro, 26 de Setembro de 2026

Líder iraniano formaliza reeleição de Ahmadinejad

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, formalizou nesta segunda-feira a reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad, apesar das queixas da oposição contra o resultado da votação de 12 de junho, que mergulhou o país na sua pior crise das últimas três décadas.(Leia Mais)

Segunda, 03 de Agosto de 2009 às 06:49, por: CdB

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, formalizou nesta segunda-feira a reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad, apesar das queixas da oposição contra o resultado da votação de 12 de junho, que mergulhou o país na sua pior crise das últimas três décadas.

Importantes figuras da oposição e dois ex-presidentes, Akbar Hashemi Rafsanjani e Mohammad Khatami, que apoiaram o candidato reformista Mirhossein Mousavi, não foram à cerimônia, segundo a imprensa local.

– A cerimônia oficial foi realizada e o líder supremo aprovou a presidência do sr. Ahmadinejad – disse a TV estatal Al Alam.

O presidente tomará posse de seu segundo mandato na quarta-feira no Parlamento, e seu primeiro desafio será montar um gabinete aceitável para os conservadores, que devem protestar caso o presidente nomeie apenas pessoas de seu círculo íntimo.

No passado, o Parlamento já rejeitou indicações ministeriais de Ahmadinejad. Mousavi e Karoubi dizem que o próximo governo será ilegítimo.

Khamenei deu aval ao resultado eleitoral de 12 de junho e exigiu o fim imediato dos protestos, que deixaram mais de 20 mortos. Oficialmente, Ahmadinejad recebeu 63 por cento dos 40 milhões de votos, contra 34% de Mousavi.

Sem o apoio de Khamenei, qualquer nomeação ministerial deve enfrentar dificuldades no Parlamento, já que muitos deputados têm criticado Ahmadinejad desde a eleição.

Num aparente esforço para conter os protestos nas ruas, o Irã no sábado levou a julgamento cem manifestantes, inclusive várias personalidades moderadas. Eles enfrentam várias acusações, como agir contra a segurança nacional, que podem acarretar a pena de morte.

Entidades de direitos humanos dizem que centenas de pessoas, inclusive políticos reformistas importantes, jornalistas e advogados, foram detidas desde a eleição.

Não há precedentes de um julgamento em massa de reformistas em 30 anos de história da República Islâmica. O processo deve ser retomado na quarta-feira.

Líderes reformistas, entre eles Khatami, rejeitam o que dizem ser um julgamento feito para intimidar a oposição, com confissões obtidas sob pressão.

Muitos dos réus estão presos há várias semanas sem acesso a advogados, disse Mousavi no domingo. Ele disse que o julgamento foi um "estranho preparativo" para o começo do novo mandato de Ahmadinejad.

Até mesmo alguns conservadores criticam o julgamento e o fato de o regime mostrar os manifestantes como pessoas determinadas a derrubarem o regime islâmico. Alguns réus, como Mohammad Ali Abtahi, que foi vice de Khatami, disseram ao tribunal que erraram ao apontar fraude na eleição.

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