O principal clérigo da Arábia Saudita disse nesta quinta-feira que as pessoas responsáveis pelo recente atentado com carro-bomba ocorrido em Riad ``queimarão no inferno'' por terem matado muçulmanos inocentes.
Um grupo militante ligado à Al Qaeda e que se autodenomina Brigadas Al Haramaina assumiu a responsabilidade pela explosão desta quarta-feira, que destruiu um prédio das forças de segurança e prometeu realizar mais atentados contra símbolos do governo.
A cifra de mortos pelo atentado ainda é conflitante. Segundo testemunhas e médicos, dez pessoas, entre as quais dois integrantes das forças de segurança, morreram. O Ministério do Interior do país, no entanto, diz que quatro pessoas morreram e 148 ficaram feridas.
As autoridades sauditas procuraram por pistas no local do ataque. Não há informação de que alguém foi preso após as explosões.
``Deus prometeu responder com fúria, condenação, torturas dolorosas e a permanência no inferno aos que matam muçulmanos intencionalmente. Matar um muçulmano sem justificativa é o pior dos crimes'', afirmou a maior autoridade religiosa do país, o xeque Abdulaziz bin Abdullah Al Sheikh. ``Digo a todos os muçulmanos que isso é um pecado, um dos maiores pecados'', afirmou em um comunicado.
A Arábia Saudita, importante aliada dos EUA e local de nascimento do Islã, enfrenta militantes ligados à rede Al Qaeda, que acusam as autoridades do país de serem agentes ''infiéis'' dos norte-americanos.
O ataque desta quarta-feira, o primeiro a um símbolo do governo e o terceiro na capital em um ano, chocou a população. No ano passado, atentados suicidas contra complexos residenciais de Riad deixaram ao menos 50 mortos.
Este atentado mais recente aconteceu dois dias depois de os EUA terem advertido sobre a possibilidade de novos ataques no reino. Os jornais sauditas condenaram o ataque e o classificaram como uma traição ao país.
``A operação terrorista expôs a falsidade dos slogans desses militantes. Eles começaram a atingir civis e hoje eles traíram os guardas de segurança nacional que são todos muçulmanos'', disse o jornal al-Watan.