Operações de forças lideradas pelos Estados Unidos no sul do Afeganistão não vão enfraquecer o talibã ou impedir sua luta para expulsar os norte-americanos do país, disse um dos líderes da milícia.
O mulá Dadullah, apontado como mentor do assassinato de um funcionário estrangeiro da Cruz Vermelha no ano passado, afirmou que as recentes ações dos EUA não impediram ``atividades jihadi''. Ele falou com a Reuters por telefone via satélite na noite de segunda-feira.
O comandante também negou qualquer possibilidade de que guerrilheiros do talibã possam entrar em negociações com o governo apoiado pelos EUA.
``Está fora de questão o talibã conversar com qualquer um até que as forças americanas deixem nosso país'', disse. ``Os Estados Unidos mataram milhares de afegãos inocentes para derrubar o governo islâmico do talibã . O genocídio de afegãos continua.''
Além de suspeito pela morte do salvadorenho Ricardo Munguia em maio, Dadullah é apontado pelos afegãos como responsável por diversos massacres durante o governo do talibã, que foi derrubado no final de 2001. Ele também teria participação na destruição de duas antigas estátuas do Buda em Bamiyan, no centro do Afeganistão, em 2001.