A líder do PT no Senado, Ideli Salvati (SC), disse nesta terça-feira que apesar de liberar a bancada para votar "livre, leve e solta" a proposta de cassação do mandato do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), teme que o processo tenha "risco de vício, de contaminação pelos interesses que possam estar em jogo".
Ideli Salvati explicou que o que está em jogo é a vaga de presidente do Senado, que, “em tese”, pode ser ocupada por qualquer um dos 81 senadores.
— Se houver benefício para o julgador, que ele se declare impedido. Aqui está em jogo a cadeira do chefe de um poder —, afirmou.
A senadora citou como exemplo de beneficiado o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), que, segundo ela, já disse que pretende concorrer à vaga de presidente da Casa se Renan Calheiros for cassado.
Ideli Salvati reafirmou que os 12 senadores petistas estão liberados para votarem de acordo com a sua convicção, e negou que haja qualquer tipo de orientação para votos contrários ou favoráveis a Renan.
—Não houve orientação em nenhum sentido —, garantiu.
A senadora afirmou que o partido é favorável ao voto e à sessão abertas, e que só irá participar de um possível acordo de líderes para abrir a sessão na quarta-feira caso o PMDB garanta que a mudança das regras não causará prejuízo à defesa de Renan Calheiros e não gerará um recurso judicial. O Regimento Interno do Senado determina que sessões para votação de perda de mandato sejam secretas.
— O acordo de líderes não substitui a regra regimental, e isso pode servir de base para uma anulação da votação —, disse.
Líder do PT teme interesses em jogo no processo contra Renan
Terça, 11 de Setembro de 2007 às 14:03, por: CdB