Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Líder do PT no Senado descarta acordo sobre texto de Aécio Neves que trata de mudanças em tramitação de MPs

Sexta, 03 de Junho de 2011 às 06:26, por: CdB

Marcos Chagas
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), disse hoje (3) que a bancada dará total apoio à proposta de emenda à Constituição (PEC), de autoria do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), que altera o rito de tramitação das medidas provisórias. Costa descarta, entretanto, qualquer acordo sobre o texto aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), de autoria do senador Aécio Neves (PSDB-MG).

A proposta aprovada acaba com a vigência imediata das medidas provisórias e condiciona o andamento do texto do Executivo à aprovação por uma comissão mista do Congresso que vai avaliar a relevância e urgência da MP. “Isso nós não aceitaremos. Podemos negociar qualquer outro substitutivo à proposta original do presidente Sarney desde que não quebre a vigência imediata nem crie essa comissão especial”, disse o líder do PT, negando que o partido queira boicotar mudanças propostas pela atual legislatura.

Humberto Costa ressaltou que “a briga do PT não é com o presidente José Sarney, mas sim com a oposição”.

Hoje, Sarney afirmou que a mudança na atual regra de tramitação das medidas provisórias no Congresso “é uma coisa lógica”. Ele acrescentou que o Senado terá que dividir o tempo de apreciação das matérias para que sejam analisadas com tranquilidade pelos parlamentares. “Nós vamos fazer isso, tentar e levar à frente a ideia que é justa e necessária”, completou o presidente do Senado.

Caso seja mantida a atual regra, que prevê a tramitação das MPs por 60 dias prorrogáveis por mais 60, Sarney afirmou que novos impasses voltarão a ocorrer durante a votação. Na última quarta-feira (1º), três medidas provisórias perderam a validade por uma manobra da oposição que evitou votá-las no último dia que o Congresso teve para a apreciação. As matérias chegaram ao Senado a três dias de serem canceladas.

 

Edição: Lílian Beraldo

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