Procurador quer devassa nas contas de líder do PT
O procurador Celso Antonio Três pediu uma devassa bancária e fiscal nos gastos da líder do PT no Senado, Ideli Salvatti. Ela instalou 398 outdoors com propaganda pessoal por conta das obras de duplicação do trecho Sul da BR-101 - empreendimento orçado em R$ 1 bilhão. O Ministério Público descobriu que Ideli movimentou R$ 1,1 milhão em suas contas entre 2004 e 2005. Seus rendimentos declarados não permitiram tal façanha, pois ela declarou renda de R$ 200 mil por ano. Ao TRE, informou ter um patrimônio de R$ 132 mil. Nas CPIs, Ideli se notabilizou por ser uma ardorosa e incondicional defensora dos mensaleiros.
Lula, demagogo ou desinformado?
Durante os três anos e meio de governo, Lula tratou os servidores públicos a pão e água. Agora, ultrapassado o prazo legal, resolveu dar-lhes reajuste salarial. Só que o TSE lembrou-lhe que reajustes de servidores às portas de eleições são ilegais. Assim, o reajuste não poderá ser pago. Lula estava desinformado (e ninguém no governo o alertou para a ilegalidade do reajuste agora) ou quis mesmo é fazer demagogia?
Baixo nível favorece as elites
Na convenção do PFL que formalizou nesta quarta-feira o apoio a Geraldo Alckmin (PSDB), Lula foi chamado de "ladrão" e seu governo, classificado como "corja". Insinuaram que ele abusa de bebidas alcoólicas e que o Palácio do Planalto precisa ser "higienizado". Vai caber mesmo a Heloísa Helena qualificar a campanha e questionar a política econômica tucano-petista. Se depender dos demais, o debate vai se resumir a acusações recíprocas em torno de quem roubou mais. Este seria o melhor dos mundos para as elites e o sistema financeiro, que nunca lucraram tanto.
Incoerência
O editorial do Estadão desta quinta-feira não deixa de ter razão quando diz: "Até o momento, não se conseguiu explicar de modo convincente por que os postulantes à reeleição podem permanecer nos cargos, ao passo que os concorrentes são obrigados a desincompatibilizar-se. Se não faz sentido exigir de um presidente da República que renuncie para concorrer à vaga que já ocupava, é igualmente criticável que se obrigue um governador de Estado ou prefeito a deixar o posto para disputar a Presidência ou qualquer outro cargo executivo."