Rio de Janeiro, 01 de Fevereiro de 2026

Líder do PMDB diz que pode assumir relatoria do processo contra Renan

Quinta, 21 de Junho de 2007 às 15:23, por: CdB

O líder do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), admitiu que pode assumir em "último caso" relatoria do processo contra o presidente da casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), no Conselho de Ética.
 
- Só em última instância. Se não conseguir outro relator, mas espero que tenha -, disse.

Raupp lembrou ainda que o posto pode voltar a ser assumido por Epitácio Cafeteira (PTB-MA) que apresentou licença médica por 10 dias na última segunda-feira. O líder é suplente no Conselho de Ética. Ele informou que, para assumir a relatoria, um dos titulares teria que abrir mão da vaga no colegiado.

O líder criticou ainda formação de grupo para conduzir as investigações. Segundo ele, a ação não é regimental e acredita que os conselheiros possam todos se reunir para definir cronograma de trabalho.
 
- O Conselho de Ética tem prerrogativa de se reunir fechado. Não tem necessidade dessa comissão -, afirmou. Raupp defendeu também que seja estabelecido um prazo de pelo menos 30 dias para realizar as investigações.
 
- A agonia de querer votar em 24 horas não é mais preciso -, declarou.

A comissão foi criada pelo presidente do Conselho, Sibá Machado (PT-AC) indicando como membros: Adelmir Santana (DEM-DF), Sérgio Guerra (PSDB-PE), Demóstenes Torres (DEM-GO), Romeu Tuma (DEM-SP) e o próprio Sibá. O senador Wellington Salgado (PMDB-MG) também foi indicado. Mas como Salgado renunciou ao cargo de relator, o PMDB vai escolher um novo representante, segundo Sibá.

A representação do P-SOL contra Renan Calheiros surgiu após uma reportagem da revista Veja, que relatou que um funcionário da construtora Mendes Júnior pagaria contas pessoais do senador. Após a apresentação de documentos de defesa por Renan, o Jornal Nacional, da TV Globo, fez uma reportagem que apontava contradições nas notas fiscais apresentadas. A partir daí, a Polícia Federal periciou o material para checar sua autenticidade.

Entre os papéis, declarações de Imposto de Renda e extratos bancários, que comprovariam a origem de recursos para pagamento de pensão alimentícia para uma filha que ele teve com a jornalista Mônica Veloso. Parlamentares queriam saber se o dinheiro dos pagamentos eram mesmo de Renan. A perícia não foi divulgada oficialmente para a imprensa, mas foi distribuída aos integrantes do Conselho de Ética.

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